Varizes pélvicas

As varizes pélvicas afetam a região ao redor do útero, trompas e pelve nas mulheres.

Elas não oferecem grande perigo a princípio, mas podem fazer surgir malformações venosas pélvicas que aumentam a chance de coágulos, varizes em membros inferiores, sangramento uterino e infertilidade. 

Sintomas das varizes pélvicas

Muito confundidas com doenças intestinais, urinárias ou endometriose, as varizes pélvicas costumam causar dores durante relações sexuais e dor na região do abdômen e ventre após exercícios físicos e em casos mais avançados até em repouso. 

Também pode haver a sensação de peso na região íntima e incontinência urinária. 

Estas varizes costumam ser internas e invisíveis ao olho nu, mas em alguns casos podem induzir formação de varizes nas coxas, virilha e vagina. 

Causas e fatores de risco

As varizes pélvicas costumam surgir pelos seguintes fatores:

  • Gravidez;
  • Envelhecimento;
  • Predisposição genética;
  • Síndrome de quebra-nozes.

Durante a gravidez, as veias se dilatam para aumentar o fluxo e comportar o surgimento e entrega de nutrientes para o bebê e é nisso que elas podem acabar enfraquecendo, além de aumentarem junto com o aumento do útero na gestação.  

No caso da síndrome de quebra-nozes, as varizes surgem pela compressão da veia renal esquerda entre as artérias mesentérica superior e aorta. 

Como o sangue demora a retornar, ele acaba acumulando, provocando varizes.

Atenção! Como as veias da região pélvica se comunicam com as das pernas, é muito comum elas serem a causa do surgimento das varizes, principalmente na região posterior das coxas.

Existe prevenção?

A prevenção das varizes pélvicas é basicamente a mesma das varizes normais. 

Uma vida saudável e com a preocupação de se procurar o médico regularmente evita surpresas e ainda diagnostica precedentemente a doença. 

Por isso evite cigarros, alimentos gordurosos e uma vida sedentária. O exercício físico é essencial para fortalecer a musculatura e a parede das veias. 

Diagnóstico e tratamentos

Os tratamentos para as varizes pélvicas envolvem exames clínicos e laboratoriais para diagnóstico e elaboração do plano de ação. 

O exame diagnóstico inicial geralmente é o ultrassom transvaginal que nota a presença das varizes e então é realizada um exame mais sofisticado com a ressonância para melhor visualização das varizes e sua possível origem. 

Uma vez realizado o diagnóstico, os tratamentos incluem medicamentos para amenizar os sintomas dolorosos e a dilatação das veias e a cirurgia (aberta ou embolização), se necessário, para fechar a passagem do sangue por essas veias danificadas.

A embolização é o procedimento onde são colocadas materiais nas veias dilatadas que interrompem o fluxo de sangue. 

Essa cirurgia é minimamente invasiva e não tem necessidade de cortes, logo, o paciente após o procedimento, consegue ir para casa com as devidas recomendações. 

O que são varizes?

As varizes são dilatações e/ou tortuosidades das veias do corpo. Elas se formam, em sua grande maioria, logo abaixo da pele, mas podem surgir de forma mais profunda.

Iniciam lentamente sem muitos sintomas, mas podem piorar trazendo sintomas negativos, como fadiga, dores locais e uma constante sensação de pressão ou peso nas pernas.

É um problema bem comum, existindo relatos desde a antiguidade. No Brasil, cerca de 30% da população sofre com as varizes.

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Tipos de varizes

Existem três tipos de varizes:

 

As varizes tronculares,  decorrente da dilatação de veias principais do sistema superficial, representadas pelas veias safenas parvas e magnas. Geralmente é o defeito no funcionamento dessas veias, que faz surgir as varizes mais visíveis que afetam as veias tributárias. 

As veias tributárias, que são ramos das veias tronculares, que quando doentes, transferem a sobrecarga venosa para esses ramos, que acabam por se dilatarem, e por serem muito próximas da pele, acabam saltando e se tornando veias grossas visíveis. 

Já as veias reticulares e aranhas venosas, são aquelas veias mais finas, facilmente visíveis na pele, de coloração forte vermelha ou escura, que acometem quase todas as mulheres. Não necessariamente precisam de doença venosa em outros segmentos para a aparecer e em estágios iniciais não trazem mais problemas do que o incômodo visual. 

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