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Salvamento de Membro

A angioplastia de membros inferiores é uma espécie de cirurgia minimamente invasiva, que serve para desobstruir as artérias dos membros inferiores. 

É realizada através da punção na parte superficial do corpo, ou seja, a pele, com o auxílio de cateteres e stents (próteses endovasculares). É um dos tratamentos indicados para salvamento de membro, que nesse caso, serão as pernas.

Quando é recomendada?

Esse procedimento é indicado nos casos de pacientes onde o tratamento clínico, como o uso de medicamentos, não é mais suficiente para controlar os sintomas das obstruções nas artérias. Quando é o caso de intervenção cirúrgica, a angioplastia pode ser uma das soluções para resolver a obstrução das artérias, para que ocorra o salvamento do membro.

Os sintomas mais comuns de doenças como aterosclerose e tromboses, são: a sensação constante de peso nas pernas, formigamento, queimação ou dor na parte de trás da panturrilha, principalmente ao subir em rampas, escadas ou morros. Esses sintomas apresentados de forma constante já podem ser um sinal da necessidade de intervenção cirúrgica.

Quando a aterosclerose estreita as artérias periféricas devido às placas de gordura que se acumulam nelas, o médico vascular pode indicar esse procedimento. Mas, para que isso ocorra, é necessário que a forma do estreitamento seja favorável para a execução do salvamento de membro.

O objetivo da angioplastia de membros inferiores, nesse caso, é amenizar a diminuição do fluxo sanguíneo nos membros afetados pela doença (isquemia). Esse procedimento melhora a circulação sanguínea e ainda ajuda a prevenir – ou amenizar – riscos de outras complicações, como a trombose arterial, amputação e gangrena.

 

Como funciona a angioplastia de membros inferiores?

Ela é realizada através de imagens radioscópicas, podendo ocorrer na mesma sala de cirurgia que ocorrem as angiografias diagnósticas. Utilizam-se agulhas especiais para punção da pele até a artéria, geralmente na região da virilha,  e cateteres que irão auxiliar na navegação dentro do sistema arterial até o local onde é necessário o tratamento.

O tratamento de desobstrução é realizado através do posicionamento de uma espécie de balão dentro da placa, este balão é insuflado, afastando as placas e restabelecendo o fluxo dentro da artéria. Para manter essas placas afastadas, pode ser usada uma espécie de malha de metal, conhecido como stent, que irá permanecer no local mantendo o mesmo aberto. 

Falando um pouco mais sobre o stent, ele é uma prótese em formato cilíndrico, que são colocadas através do cateter. Uma vez posicionada no local que está obstruído, ele é expandido através do balão para que o fluxo sanguíneo flua normalmente outra vez, já que “esmaga” a placa de gordura que impedia a circulação sanguínea.

Embora pareça um procedimento muito complexo, a angioplastia de membros inferiores é relativamente simples para o paciente. Além disso, é um método muito eficiente para o salvamento do membro que está com o fluxo sanguíneo afetado devido às obstruções. 

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Saiba quais os tipos de Trombose que existem

A Trombose é a formação de um coágulo na corrente sanguínea, impedindo seu fluxo. Divididos em diferentes tipos de trombose, essa é uma doença perigosa, por vezes silenciosa e que pode matar.

Antes de entrarmos no assunto propriamente dito, precisamos entender as causas, os sintomas e os fatores de risco para o surgimento da trombose. Leia com bastante atenção e se necessário, procure um médico vascular o mais rápido possível. 

Mas afinal, o que é Trombose?

A Trombose, como dito anteriormente, é um coágulo de sangue que entope uma veia ou artéria, impedindo que o sangue flua normalmente. 

Na maioria dos casos, a Trombose acontece nos membros inferiores, na perna esquerda ou direita. Muito raramente em ambas as pernas.

Porém, algumas vezes, esse trombo (sangue coagulado) pode se desprender da onde se formou e percorrer caminhos dentro dos vasos sanguíneos, levando a problemas distantes da onde ele se originou. Nas artérias vai levar às Isquemias de membros, acidente vascular cerebral isquêmico e nas veias pode levar a embolia pulmonar. 

A embolia pulmonar é uma das causas mais frequentes de morte súbita.

Quais as causas e fatores de risco da Trombose?

As causas dessa doença estão relacionadas a fatores hereditários, ou seja, quanto maiores forem os casos de Trombose na família, maiores são as chances de ter tal problema. 

Também são fatores de risco, o tabagismo, a obesidade e principalmente, a falta de mobilidade. 

Não é à toa que dizemos que o músculo da panturrilha é o coração das pernas. O sangue que sai do coração, precisa retornar para ser oxigenado novamente e se o percurso dele para voltar é comprometido, as chances de surgir trombose são elevadas.

Além dos fatores citados acima, as varizes, idade avançada, câncer, anticoncepcionais ou tratamentos hormonais, também são facilitadores para o seu surgimento. 

Na parte arterial, a formação das placas de gordura propiciam o aparecimento da trombose arterial. 

Quais os sintomas e quando procurar o médico?

É muito difícil saber com precisão quando é o momento de procurar o médico. Afinal, essa complicação é imprevisível na maioria dos casos. 

Todavia, há alguns sinais que indicam urgência para procurar auxílio médico. São eles:

  • Cansaço e sensação de peso nas pernas
  • Vermelhidão
  • Calor e dor súbita nas pernas
  • Sensação de endurecimento na região do trombo

Tipos de Trombose

Agora vamos falar sobre os diferentes tipos de trombose que existem.

Classificadas entre venosas e arteriais, as tromboses também podem ser agudas ou crônicas. 

No caso da trombose aguda, ela pode ser resolvida naturalmente pelo próprio corpo humano, principalmente quando há formação de trombos bem pequenos.  O nosso organismo é incrível e inteligente, portanto, em alguns dos casos, o próprio corpo o dissolve e elimina sem nem percebermos. 

No entanto, este processo pode gerar lesões no interior das paredes das veias e artérias, que ficam fragilizadas, com suas válvulas danificadas, facilitando assim o surgimento de novos trombos, ou seja, a versão crônica dessa infeliz doença.

Assim também podem surgir, as varizes, os inchaços e o escurecimento da pele. 

Lembra que falamos que o coágulo pode viajar pelo corpo humano e alojar-se nos pulmões ou outros órgãos vitais e tecidos? Então, geralmente são eles:

  • Pulmão
  • Coração
  • Cérebro
  • Intestino
  • Membros 

Embolia Pulmonar

A embolia pulmonar ocorre quando um coágulo sanguíneo bloqueia a entrada de sangue do pulmão. 

Este coágulo, na maioria das vezes vem das pernas silenciosamente e quando o paciente sente as complicações, já pode ser tarde demais. 

A sua gravidade está intimamente relacionada ao tamanho do trombo. Sendo seu tratamento imediatamente iniciado com auxílio respiratório e remédios que evitam o surgimento de novos coágulos e que dissolvam aquele. 

Os sintomas da embolia pulmonar são:
Súbita falta de ar

  • Dor no peito ao respirar
  • Palpitações
  • Tosse seca
  • Ansiedade 
  • Palidez

No caso de suspeita de embolia pulmonar, é imprescindível que o paciente procure o médico cirurgião vascular imediatamente.

Infarto

O infarto pode acontecer em qualquer lugar do corpo. Você sabia disso?

O significado dessa palavra, infarto, diz respeito ao bloqueio do fluxo de sangue naquele músculo. Quando ocorre no coração, recebe o nome de ataque cardíaco, infarto do miocárdio ou infarto agudo do miocárdio (quando ocorre subitamente). 

O sangue, que carrega os nutrientes, oxigênio e proteínas é impedido de continuar seu caminho, provocando uma série de sintomas, na maioria das vezes, fatais. 

Uma das grandes causas por trás do infarto é a aterosclerose, que compromete com placas de gordura o caminho pelo qual o sangue transita.

Os sintomas mais comuns, são:

  • Dor aguda no peito que pode irradiar para os braços, costas e mandíbula.
  • Desmaio
  • Fraqueza
  • Tontura
  • Suor frio

 Trombose Cerebral

Quando o trombo atinge o cérebro, nós o conhecemos por Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), que em suma, é a falta de sangue no órgão devido a uma obstrução na artéria. 

Seus sintomas são:

  • Dor de cabeça intensa e falhas na visão
  • Paralisia e formigamento em um lado do corpo
  • Fala incompreensível e boca torta
  • Tontura e perda de equilíbrio

Quando o paciente sente o conjunto destes sintomas, deve buscar auxílio médico imediatamente pois, é possível ter cura com probabilidade de graves sequelas mas, se na primeira hora o atendimento é realizado, as chances de sequelas graves são minimizadas. 

Trombose Renal

Os rins também podem ser lesionados por trombos.

Nos adultos, dificilmente haverão sintomas na região, porém, o perigo está no trânsito deste coágulo para os pulmões. Nas crianças e em alguns adultos, podem surgir alterações na urina com a cor ou presença de sangue, dores nas costas e nos quadris. 

O diagnóstico é geralmente feito com o exame Doppler. 

Como fazer para evitar?

As tromboses são, na maioria das vezes, consequência de maus hábitos de alimentação, ausência de exercícios físicos e vícios que provocam malefícios ao organismo. 

Mover-se constantemente nos intervalos de trabalho, auxilia na movimentação do sangue. 

O grande perigo que provoca o surgimento de tromboses é a falta de movimentação, em outras palavras, o sedentarismo. 

Mova-se, alimente-se bem e procure o médico para que se o desafio de enfrentar uma trombose surgir, você possa ter defender sua vida. 

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O que é Linfedema?

O linfedema é uma doença do acúmulo de líquido linfático no tecido adiposo, se caracteriza pelo acúmulo exagerado deste líquido nos membros inferiores e superiores: pernas e braços. Podendo também afetar o rosto (muito raramente) e abdômen, pescoço e genitais. 

Esse acúmulo de líquido nos tecidos provoca inchaço, aspecto de casca de laranja na pele, sensação de peso e progressão do inchaço pelo corpo. Também propicia o surgimento de verrugas, dificuldade em usar acessórios, pele lisa e brilhante que cede quando pressionada. 

Se evoluir para o estágio crônico, o linfedema não tem cura. Os tratamentos se concentram em diminuir os sintomas e desacelerar a evolução dos estágios da doença. Sendo eles categorizados em 3 níveis. 

Como ele surge?

A genética favorece o surgimento do linfedema quando há alterações ou mutações do sistema linfático, infecções na pele e subcutâneo (gordura embaixo da pele) podem desencadear o surgimento da doença. Pode se manifestar depois de cirurgia da remoção dos linfonodos, como nas cirurgias de câncer de mama, quando são retirados linfonodos axilares, doenças cardíacas ou vasculares. 

Pacientes que estão passando por tratamento contra o câncer, podem desenvolver o linfedema pelo tumor bloquear algumas partes do sistema linfático ou serem retirados. Pacientes que realizaram tratamento com radioterapia também estão propensos. 

Qual a diferença entre Lipedema e Linfedema?

Já ouviu falar sobre o sistema linfático? Então, ele trabalha lado a lado com nosso sistema circulatório e carrega a linfa que nos membros é um líquido de aparência clara pobre em proteínas. 

O sistema linfático atua também com o sistema imune e esse líquido que ele transporta promove a eliminação de impurezas e excessos que não serão mais aproveitados pelo sangue. O sangue se comunica com a linfa e ela executa a missão de distribuir tudo. 

Fluxo linfático lento, cirurgias, traumas e infecções estão entre as suas principais origens.

É só lembrar: linfedema, acúmulo de líquido; lipedema, acúmulo de tecido e gordura.

Porém, uma grave complicação do estágio IV do lipedema é conhecido como linfolipedema que é um linfedema provocado pelo lipedema. Nesse estágio, as placas de gordura já não são mais simétricas e acabam “despencando” em bolhas e isso impede boa parte da mobilidade da pessoa. Se o linfedema nesse estágio não for tratado, as consequências podem ser graves e irreversíveis. 

Estágios do Linfedema

Falamos anteriormente que essa doença possui 3 estágios, certo? Pois bem, agora vamos abordar um a um e como funciona sua evolução.

Estágio 1: O líquido acumulado nas extremidades pode ser redistribuído com repouso e elevação dos membros acima da linha do coração por 24h ou 48h. 

Estágio 2: O inchaço já não regride com repouso e há a formação de tecido subcutâneo. 

Estágio 3: Além do inchaço regredir com repouso e houver a formação de tecido subcutâneo, há também inchaço acentuado e aspecto elefantíasico do membro. 

O que é sinal de Stemmer ou teste de Stemmer: Um teste rápido que pode ser feito até mesmo sozinho para saber se o inchaço é um sinal de linfedema, ou seja, acúmulo de líquido linfático é o teste de Stemmer. 

Esse teste consiste em tentar levantar a pele do segundo dedo dos pés. Se a pele não acompanhar o polegar e indicador, é um forte indicativo de que o inchaço é linfedema, sendo chamado assim de sinal de Stemmer positivo.

Como é realizado o tratamento?

O tratamento se dá com grande sucesso de controle se diagnosticado precocemente e é basicamente composto por elevação dos membros afetados, exercícios, drenagem linfática e manutenção de uma boa dieta, controlando a gordura saudável e evitando infecções.

 Também podem ser indicados tratamento a laser e o uso de diuréticos, flebotônicos, meia elástica ou cirurgia.

Estou com suspeita, o que devo fazer?

O importante em primeiro lugar é manter a calma, a doença tem cura e em casos onde não tem, é possível já a manter muito controlada. Depois, agende sua consulta com o médico o mais rápido possível. 

No nosso site, ao fim da página você vai encontrar um botão para falar com nosso time no WhatsApp. Estamos prontos para tirar suas dúvidas e te encaminhar para uma consulta. 

Gostou do conteúdo? Compartilhe com quem você acha que precisa da informação. 

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Reconstrução Vascular

O nosso corpo é composto por sistemas, como o digestivo, respiratório e cardiovascular. Cada um é responsável por manter o ser humano vivo e saudável. Por isso, e para podermos explicar o que é a reconstrução vascular, é importante você entender o que é o sistema cardiovascular.

O sistema cardiovascular é responsável pela circulação do sangue pelas veias e artérias, e pelo transporte de nutrientes, oxigênio, hormônios, células sanguíneas, dióxido de carbono e fluídos por todo o corpo.

vascular

Esse sistema se subdivide em três, um sendo o arterial, que é responsável por transportar o sangue oxigenado pelas artérias e capilares do coração para todo o corpo. O outro é o sistema venoso, que leva o sangue desoxigenado pelas veias, rumo ao coração.

Também há o sistema linfático, que comporta toda uma rede de vasos linfáticos que são responsáveis por transportar todo o fluido linfático para o coração, com a finalidade de eliminar do corpo humano as toxinas, materiais dispensáveis e produtos residuais.

Quando a reconstrução vascular é necessária?

Quando algo no sistema cardiovascular falha devido a doenças como aterosclerose, algum tipo de trombose e até mesmo varizes, o corpo começa a apresentar sintomas característicos de cada doença.

Os sintomas mais comuns são sensação de cansaço nos membros, dificuldade na locomoção e na execução de atividade física, manchas na pele, ferimentos, entre inúmeros outros.

O fato é que, quando um ou mais desses sintomas se apresentam de forma contínua, já é hora de procurar um médico vascular, que irá solicitar exames específicos para que possa ser realizado um diagnóstico.

Se alguma artéria ou veia estiver prejudicada, será necessário realizar a reconstrução vascular do local obstruído. É importante entender que a reconstrução não é um único procedimento em específico, e sim o meio em que o tratamento será realizado de acordo com cada diagnóstico.

Não se trata aterosclerose da mesma forma que se trata trombose arterial, por exemplo. A reconstrução vascular, no caso, vai consistir no melhor tratamento para doenças arteriais, venosas e do sistema linfático. 

reconstrução vascular

Alguns dos procedimentos mais comuns, são:

  • Cirurgia endovascular: é uma das ramificações da cirurgia vascular, e serve para tratar doenças circulatórias, arteriais, venosas e dos vasos sanguíneos de forma menos invasiva que a cirurgia vascular tradicional. 
  • Revascularização: a revascularização é um procedimento cirúrgico e é indicada nos casos mais graves, quando os coágulos se encontram em artérias mais importantes. Nesse procedimento é comum a utilização de pontes bypass, que consiste na criação de um “novo caminho” para que o fluxo sanguíneo siga pelas artérias sem obstruções. 

Seja sempre acompanhado por um bom profissional para que ele faça o diagnóstico com exames clínicos e lhe indique o melhor tratamento para o seu caso.

 

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Quando procurar um médico vascular?

O médico vascular, também conhecido como cirurgião vascular, realiza muitos outros tratamentos que vão além da cirurgia.

Há vários casos em que o paciente pode se tratar sem nem ao mesmo precisar de intervenção cirúrgica, melhorando apenas com o acompanhamento do médico.

Hoje, separamos algumas informações sobre esse profissional para você, vamos ler?médico vascular

O que um médico vascular faz?

Como já mencionado, o médico vascular pode adotar outros procedimentos que não sejam relacionados diretamente com a cirurgia. No entanto, sua principal habilidade está concentrada em realizar procedimentos mais invasivos para tratar doenças relacionadas aos vasos sanguíneos.

Esses vasos sanguíneos são compostos por veias que são responsáveis por levar o sangue para o coração, e artérias que transportam o sangue rico em oxigênio.

Quando esse fluxo de sangue é interrompido ou prejudicado de alguma forma, os sinais aparecem no corpo, podendo levar a pessoa ao óbito caso não seja tratado em tempo hábil.

De forma geral, o médico vascular realiza cirurgias abertas de maior complexidade e procedimentos endovasculares que são menos invasivos.

O melhor desse especialista, é que eles são treinados com técnicas bem específicas de intervenção vascular.

Isso é excelente, já que existe paciente que necessitará de alguma técnica cirúrgica, enquanto terão outros que precisarão de um procedimento mais simples e menos invasivo, além de outros que sequer vão precisar de cirurgia.

Como o médico vascular possui um vasto conhecimento sobre doenças relacionadas aos vasos sanguíneos, conseguem diagnosticar e indicar a melhor alternativa de tratamento para cada paciente.

Uma curiosidade interessante, é que o cirurgião vascular trata as artérias e veias de todo o corpo, menos as do cérebro e do coração. Para esses órgãos, são necessários médicos especialistas para a realização da cirurgia.

Relação do médico vascular com o angiologista

Apesar de serem especialidades separadas, elas tem muito em comum. Basicamente, a atuação do cirurgião vascular, envolve os tratamentos onde exige-se uma intervenção cirúrgica.

O angiologista fica mais responsável pelo tratamento clínico das doenças vasculares, investigando e prevenindo complicações, assim como alguns procedimentos menos invasivos como a escleroterapia. 

O que é Angiologia – Dr. Bruno responde

Quando procurar um cirurgião vascular? 

Você sabia que existem determinadas pessoas que precisam de atendimento com médico vascular mesmo sem apresentar sintomas de qualquer doença vascular?

Pode parecer estranho, mas diabéticos, fumantes e hipertensos estão no grupo de alto risco de desenvolver doenças vasculares.

Pessoas que apresentam predisposição genética a ter qualquer uma doença relacionada, também precisam procurar um cirurgião vascular o quanto antes, para trabalhar a prevenção o mais cedo possível.

Com o avanço da idade, também é recomendado a consulta com esse profissional, para realizar exames de rotina e ter certeza de que tudo está bem.

Mas, no geral, os pacientes são encaminhados para um cirurgião vascular pelo seu médico de cuidados primários, como um clínico geral ou de outra especialidade. 

A principal causa de doenças arteriais periféricas é a aterosclerose, que também provoca problemas coronarianos e acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC. 

Assim, o cardiologista que acompanha um paciente com doença nas coronárias pode identificar ou suspeitar de um problema arterial em outra localização e encaminhá-lo a um cirurgião vascular.

A mesma situação pode ocorrer com o neurologista que trata de um paciente com AVC, que tem entre as principais causas uma obstrução da artéria carótida.

A própria obstrução da carótida, assim como doenças como aneurismas arteriais, pode não trazer sintoma algum, aparecendo em exames realizados para investigação de outras doenças. Quando identificados, os médicos que solicitaram tais exames encaminham os pacientes para um cirurgião vascular.

Em outras situações, como acontece com as varizes ou vasos menores que causam incômodo estético, o paciente acaba procurando diretamente a assistência de um cirurgião vascular. Dores nas pernas e inchaço levam também frequentemente o paciente a procurar espontaneamente um cirurgião vascular.

Conclusão

Se você tem sentindo algum incômodo fora do normal, como cansaço nas pernas e sensação de peso, é altamente recomendável procurar um médico vascular.

Estar no grupo de risco também é fator determinante para procurar esse profissional. Como sempre mencionamos por aqui, o melhor tratamento sempre será a prevenção. 

Não procrastine sua consulta, entre em contato conosco através do WhatsApp disposto na lateral do site e agende um horário.

 

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Qual a diferença entre Trombose arterial e Trombose venosa?

A trombose é a formação de um coágulo de sangue que impede o fluxo do mesmo, provocando inúmeras consequências. Mas você sabia que existem diferentes tipos de trombose? Hoje iremos falar sobre as diferenças entre trombose arterial e trombose venosa.

Segundo dados da Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia, uma em cada quatro pessoas pode desenvolver algum tipo de trombose. E, segundo estudos, até mesmo a COVID-19 está por trás do surgimento dela, pois ela desregula a circulação sanguínea. 

Uma coisa é certa, a trombose pode ser evitada e em muitos casos tratada precocemente, evitando assim muitas de suas mais sérias consequências, que são: derrames, infartos e embolias pulmonares. 

O que é Trombose Arterial?

As artérias são uma rede de vasos que transportam o sangue sob forte pressão do coração para todos os tecidos do corpo, a veia faz o outro caminho: leva o sangue dos tecidos em direção ao coração. 

A trombose arterial acontece então nesse sistema, que leva o sangue para os tecidos do corpo. Comumente ela está relacionada à aterosclerose, que popularmente falando é conhecida como as placas de gordura. Quando isso ocorre, o sangue começa a se acumular e fica ali, parado, impedindo o transporte de nutrientes e oxigênio. 

Essa obstrução causa diferentes consequências dependendo do local onde acontece. Por exemplo, a trombose arterial na artéria coronária causa um infarto; no cérebro, um acidente vascular cerebral ou AVC. 

Esse tipo de trombose é muito mais raro mas também muito mais grave pois, sem oxigênio e nutrientes nos órgãos, eles podem gangrenar e como a doença é silenciosa, às vezes as pessoas não têm tempo ou meios de logo procurar um médico para tratamento. 

Falando em gangrenar, a trombose pode ocorrer nas artérias da perna, provocando uma gangrena. Os intestinos também podem sofrer com trombose, sofrendo assim uma trombose mesentérica. 

O que é Trombose Venosa e Trombose Venosa Profunda (TVP)?

As veias levam o sangue pobre em oxigênio e com substâncias nocivas, produtos do metabolismo das células, de volta ao coração. Quando a trombose afeta ali, é chamada de trombose venosa. E dependendo de onde ocorrer, ela recebe alguns outros nomes. Nos membros inferiores, quando ocorre em veias próximas da pele,  é chamada de trombose venosa superficial ou trombose venosa profunda, quando o trombo entra nas veias mais profundas. Esse é o tipo mais comum, afetando cerca de 180 mil novos brasileiros por ano.

Cerca de 80% dos casos desse tipo de trombose ocorre nas pernas e pode ser resolvido sem riscos de vida se observados os sintomas e tomados os devidos tratamentos. Na maioria dos casos, não é grave e a inflamação local pode ser tratada. 

O problema está quando o trombo se desprende e fica livre dentro da veia, migrando até alcançar os pulmões. Esse fenômeno é chamado de embolia pulmonar e pode trazer graves complicações pois atrapalha a circulação dos pulmões. 

Nos casos da trombose venosa, são aplicados anticoagulantes que impedem o coágulo aumentar de tamanho, estabilizando ele e diminuindo os riscos de embolia pulmonar. Mais tarde vamos falar sobre os sintomas. 

Quais os sintomas?

No sistema arterial 

– frialdade do membro

– falta de pulsação

– dor

– palidez 

– cianose (coloração azulada, geralmente dos dedos)

– parestesia ( formigamento)

No sistema venoso

  • Edema (ou inchaço);
  • Dores no local do trombo;
  • Calor e vermelhidão;
  • Sensação de peso,
  • Rigidez da musculatura.

 

Quando a trombose arterial se manifesta, geralmente já é quando alguma consequência grave irá acontecer. Por exemplo: dor aguda no peito; dor no braço, maxilar e costas, sudorese (suor frio), formigamento, etc. Quando estes sintomas acontecem é necessário chamar imediatamente o SAMU (192).

Quais as causas?

As causas da trombose estão relacionadas aos hábitos de vida, alimentação e genética do paciente. Obesos e pessoas com mais de 40 anos também estão suscetíveis. 

A trombose também pode surgir após cirurgias, com uso de anticoncepcionais, reposição e tratamentos hormonais, varizes e traumas na região, por exemplo, pancadas ou fraturas.

Colesterol alto, tabagismo e hipertensão também estão entre os fatores de risco.

Como é feito o diagnóstico?

Na maioria dos casos que não são graves, por exemplo, em um exame de rotina ou quando o paciente percebe um inchaço e vermelhidão nas pernas ou braços (pois, sim, a trombose também pode afetar os braços, embora muito raramente), o médico vascular vai solicitar o exame de ultra-sonografia com Doppler e também a dosagem sangüínea do dímero D, que verifica se existe um trombo no organismo.

Após essa primeira análise clínica e laboratorial, o médico vai solicitar mais exames para descobrir como e onde está o trombo e os melhores tratamentos para ele.

Quais são os tratamentos?

Para a trombose arterial, os tratamentos são muito variáveis. 

Em quadros leves, onde houve uma trombose progressiva, dando tempo pro corpo ir se adaptando, o tratamento pode ser apenas clínico, com uso de medicamentos e mudança do estilo de vida. 

Já nos casos mais graves onde existe o risco de perder um membro ou lesão de algum órgão importante como intestino, coração e cérebro, pode ser necessário algum tratamento intervencionista, como a remoção do trombo, dissolução deste com medicamentos, angioplastias com implante de stent e revascularização. 

 

Outro procedimento bem conhecido também é a Endarterectomia, local mais famoso de se fazer é na carótida, onde o médico vai cirurgicamente remover a placa de gordura e o coágulo, através de uma incisão no pescoço. O paciente pode até estar acordado durante o procedimento.

Como prevenir?

Há os casos onde há a predisposição genética, nestes o paciente tem que estar duplamente mais atento. Para os demais, o importante é manter uma vida saudável e com visitas regulares ao médico.

O tabagismo é muito perigoso para o surgimento dos dois tipos de trombose, ou seja, nada de cigarro. 

Quanto mais ativa for a pessoa, mais alimentos saudáveis ela consumir e ainda reduzir sal, açúcar, álcool, ultraprocessados ela estará bem mais longe de adquirir a doença.

Falamos hoje brevemente sobre a diferença entre as tromboses arterial e venosa e seus riscos. Gostou do conteúdo? Compartilhe com seus amigos e se precisar marcar uma consulta para verificar se a saúde está em dia, nós temos um grupo de atendentes preparados para responder às suas perguntas e marcar a sua avaliação com o médico vascular. 

No canto inferior desta página tem um botão que direciona para atendimento via WhatsApp. 

Se surgir qualquer sintoma súbito, perda de visão, paralisia de um lado do rosto, dor de cabeça ou no peito de forma lancinante, ligue imediatamente para o serviço de emergência, o 192. 

Viva com saúde!

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O que são varizes?

Houve um tempo em que a preocupação com as varizes era meramente relacionada a estética. Tudo que se tinha na mídia sobre o assunto, era voltado para a beleza feminina.

Mas agora, com mulheres cada vez mais conscientes de seus corpos, temos um vasto conteúdo sobre a saúde feminina, e como as varizes podem se tornar uma verdadeira tormenta se não forem tratadas logo.

Hoje vamos fazer um apanhado histórico sobre as varizes e explicar um pouco mais sobre elas. Vamos ler?

Relato histórico sobre as varizes

Embora pareça um problema “atual”, as varizes estão na história há muito tempo, mesmo que não fossem estudadas como são agora.

A primeira grande evidência de que as varizes sempre existiram, foi encontrada em um local conhecido como o “santuário do Doutor Amynos”, localizado nos arredores da acrópole de Atenas, onde acharam uma estátua com pernas repletas de veias grossas. Detalhe, essa escultura é IV, D. C., incrível, né?

Acredita-se que essa estátua foi feita por um grego em sinal de agradecimento. Nesse tempo, a beleza feminina era representada por formas completamente diferentes de agora. Então, uma mulher que tivesse varizes, com certeza não seria considerada “feia”. Tanto que teve sua beleza relatada em uma estátua.

A medicina antiga só começou a ver varizes como algo “tratável”, ao relacionar o surgimento delas com outros sintomas físicos relacionados à própria doença. Como não existiam exames e nenhum dado escrito sobre o assunto, os primeiros estudiosos da medicina apenas trabalhavam com a visualização como meio de diagnóstico.

Eles tratavam os sintomas como achavam que deviam, mas era recorrente as pacientes retornarem com os mesmos problemas. Até que atingiam um nível em que as varizes ficavam tão aparentes que não dava mais para ignorar o “problema”.

Foi na década de 60 que a preocupação com as varizes passou a ser tratada com seriedade, principalmente por conta do fator estético. O Brasil foi um dos primeiros países a colocar a mini saia como item de roupa na moda. Logo, a necessidade de se mostrar pernas “bonitas” se fez presente.

Embora pareça algo ruim, essa parte da indústria da beleza fez com que as mulheres se preocupassem mais com a saúde das pernas. Pois, por mais incrível que possa parecer, fez com que os estudos na área da flebologia (estudo das veias) realizados no Brasil, se tornassem referência a nível internacional.

Então, se hoje a eficiência do tratamento existe, foi graças ao nosso clima quente (que exige roupas mais curtas e frescas), e a exigência das mulheres na excelência nos procedimentos realizados para a cura das varizes. Além de muito estudo científico sobre o tema, é claro.

O que são varizes?

As varizes são dilatações e/ou tortuosidades das veias mais superficiais do corpo. Elas se formam, em sua grande maioria, debaixo da pele, mas podem surgir de forma mais profunda.

Elas não são um grande problema no início, mas podem trazer sintomas negativos, como fadiga, dores locais e uma constante sensação de “pressão” na região afetada. 

Cerca de 30% da população sofre com o surgimento das varizes, e isso não seria necessariamente um problema se tivessem mais campanhas locais de prevenção e tratamento da doença. Mas, infelizmente, isso não ocorre em todos os municípios de forma frequente.

 

Como as varizes surgem no corpo?

Elas surgem quando as veias das pernas não estão funcionando como deveriam. Nas veias, existem válvulas, essas válvulas existem para impedir que o sangue que passou pelos membros inferiores retorne para os pés por conta da gravidade, guiando o sangue até o coração.

Às vezes, essas válvulas se danificam e o sangue acaba se acumulando, o que faz com que as veias inchem, deformem e causem sensibilidade na pele.

Isso é mais comum de acontecer com o avanço da idade, na obesidade, durante a gestação, com a prática constante de exercício de muito impacto sem equipamento adequado, além da grande relevância do fator genético.

Saiba o que causa varizes nas pernas

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico ocorre com exame clínico realizado por um profissional e é comum a utilização de Ultrassonografia com Doppler para se ter maior amplitude da área lesionada para que seja traçado um bom planejamento para o tratamento. Pois, embora muitos não saibam, quando uma veia se dilata, isso tende a acontecer com as suas ramificações também.

Embora pareça algo complexo, não é. O diagnóstico é bem rápido, e o melhor de tudo: indolor. O processo é bem tranquilo, e não é necessário nenhum grande pré-requisito para se submeter a um exame com Doppler.

Quais são os tipos de tratamentos para varizes? 

Há muito o que se falar sobre varizes. Pois, mesmo sendo bem comuns, como já vimos, elas ainda geram muitas dúvidas. 

É sempre importante frisar a importância de se consultar com um médico vascular capacitado com regularidade. E lembre-se: A melhor forma de prevenir as varizes, é seguir as recomendações do seu médico.

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O que é úlcera venosa?

Surgiu uma ferida na perna que você não sabe de onde veio? Pode ser uma úlcera venosa

Agora, o que é úlcera venosa? Continue lendo este artigo e descubra. 

Hipertensão, diabetes e colesterol alto são os principais fatores que favorecem o surgimento dessas feridas e elas não são doenças em si, mas são sinais de que algo não vai muito bem.

O que é, afinal, uma úlcera venosa?

São feridas (lesões) que surgem geralmente após pequenos traumas, mas podem ser espontâneos, na região das canelas e tornozelos após rompimento da pele, fina, que está sobre uma veia doente, ou fragilizada pela insuficiência venosa.

Essas feridas não costumam doer na hora mas, podem vir acompanhadas de outros sintomas e indicar sérios problemas de saúde.

Qual a diferença entre úlcera venosa e úlcera arterial?

Um pouco mais grave e preocupante, a úlcera arterial se difere da úlcera venosa pela sua gravidade e local de surgimento. 

Apesar de as feridas surgirem quase na mesma região, elas se diferenciam por poderem afetar também a ponta dos dedos.

A profundidade da úlcera arterial, ou seja, o fato de ela surgir de um entupimento na artéria é o principal fator preocupante, pois pode significar o amputamento do membro se não houver o tratamento adequado.

Como surge a úlcera venosa?

Essas feridas costumam surgir perto dos pés, na região dos tornozelos e estão intimamente relacionadas com as insuficiências venosas. 

Em resumo, a insuficiência venosa surge quando um ou dois dos importantes mecanismos de circulação do sangue se comprometem, seja pela obstrução das paredes das veias ou pela incapacidade das válvulas de controlar o refluxo venoso. 

Saiba mais

A úlcera venosa, portanto, na maioria das vezes, surgem sem dor e não cicatrizam com rapidez e ainda aumentam de tamanho com o passar do tempo, o que pode assustar muitas pessoas. 

A má circulação do sangue dificulta o retorno venoso e, ao acumular-se nas canelas, qualquer trauma ou impulso na pele que fica fina, provoca a ferida. 

Quais os sintomas da úlcera venosa?

Já falamos ali em cima que na maioria dos casos, esse tipo de ferida não provoca dor mas, geralmente, ele é acompanhado por inchaço nos membros inferiores e também uma sensação de peso.

Varizes também podem surgir e as dores relacionadas diminuem com o uso de meias de compressão e elevação das pernas. 

Além dos sintomas acima, é possível perceber na úlcera venosa um escurecimento da pele ao redor da ferida e coceira.

A úlcera venosa tem cura?

Sim, mas pode durar meses o tratamento, justamente pela dificuldade em cicatrização das feridas e outros fatores que influenciam suas complicações, como por exemplo, o diabetes.

Qual o tratamento para úlcera venosa?

O tratamento da úlcera venosa consiste em curativos específicos para as feridas e medicamentos orais para o auxílio para o fechamento das feridas.

Meias de compressão auxiliam no retorno venoso, e além do mais, cirurgia de varizes ou tratamento com espuma, também possui efeito positivo na cura da úlcera.

Outro tratamento que pode ser utilizado é a bota de Unna, que é um curativo composto por óxido de zinco, glicerina e gelatina envolto por ataduras. 

É muito usada por ter um custo benefício agradável ao bolso e se recomendada pelo médico, pode ser utilizada é trocada uma ou duas vezes na semana, dependendo da intensidade da ferida e das condições prévias do paciente.

Bandagens e curativos com mais de 4 camadas também auxiliam no tratamento. Este tipo de tratamento deve ser realizado com os membros sem inchaço para que possa ser escolhido o tamanho adequado.

A Saúde das Pernas

Como prevenir?

A prevenção da úlcera venosa acontece da seguinte forma: combater a obesidade, evitar o consumo de álcool e frituras em excesso, não fumar e beber bastante água. 

É importante também diminuir o consumo de alimentos ricos em sódio e ultraprocessados. 

Caminhadas regulares e dormir com os pés elevados, cerca de 15 cm, para facilitar o retorno venoso, também são de grande ajuda. 

Outro ponto importante que auxilia na prevenção é o uso de sapatos adequados, não muito apertados e nem muito folgados, a correta higiene dos pés e a manutenção dos níveis de colesterol e controle de diabetes proporcionam que essas feridas demorem a surgir ou, nos melhores cenários, nem apareçam. 

Vale a pena lembrar também que ficar muito tempo sentado ou muito tempo em pé, dificulta o retorno do sangue pois, o músculo da panturrilha precisa ser estimulado para que o sangue não se acumule. 

Isso também ajuda a não sobrecarregar as válvulas das veias. Nosso corpo é uma máquina inteligente que luta contra a força da gravidade mas, sozinha, ela não consegue. Precisamos sempre nos mover!

Beber pelo menos 2 litros de água por dia é o recomendado não somente para nutrir o corpo como também para evitar as complicações das úlceras.

É contagiosa?

De forma alguma! É normal nos sentirmos com medo do que as pessoas irão falar se virem uma ferida como a que a úlcera venosa provoca, mas ela de forma alguma é contagiosa.

O que a úlcera é, por vezes, é hereditária. Ou seja, se alguém da minha família possui ou já teve uma ferida como essa, minhas chances de também ter são maiores. 

O que fazer?

Percebeu o surgimento de uma úlcera e não sabe o que fazer? Primeiramente, calma e sabedoria. 

Segundo, agende uma consulta com o médico vascular e conte sobre o ocorrido, a quanto tempo surgiu e os seus sintomas. 

No consultório, ele vai analisar a ferida e indicar os exames necessários para descobrir sua origem. 

Feito isso, o tratamento com os remédios tópicos, orais e bandagens serão recomendados exclusivamente para o seu caso. 

Manter a ferida limpa é essencial, elevar os pés e não ficar parado também. 

Quando feridas assim surgem, o nosso primeiro impulso é ficarmos quietos, pois entendem que quanto mais o sangue circular, mais benefícios você terá para o seu corpo.

Por isso, todo cuidado é pouco. Sem desespero, viu?

E aí? Gostou do conteúdo? Conseguimos responder algumas de suas dúvidas? 

Esperamos que sim! Qualquer coisa, agenda uma consulta conosco. Nosso contato está disponível na aba atendimento, aqui mesmo no site.

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O que é trombose?

A trombose é definida pela formação de coágulo sanguíneo no interior de um vaso do sistema circulatório (artérias e veias), o que impede a passagem de sangue que deveria ocorrer de forma livre. 

Esses coágulos podem surgir mesmo em caso de vasos que não estejam danificados, pois é meio incerto saber o momento exato em que começa a formação deles. 

Vale lembrar que a coagulação do sangue é um processo importante para estancar sangramentos em cortes, o problema mora quando eles se formam sem necessidade ou quando circulam pela corrente sanguínea em forma de êmbolos, que são muito perigosos.

Agora que você sabe o que é a doença, vamos entender suas variações.

Tipos de trombose

A trombose arterial ocorre quando a doença bloqueia uma artéria, por isso mesmo recebe esse nome. As artérias são responsáveis por levar o sangue com oxigênio e nutrientes para as células, portanto essa modalidade da trombose costuma ter um alto risco à saúde do indivíduo, afetando de forma intensa a distribuição do sangue pelo corpo, e pode causar, até mesmo, a necrose, que é a morte tecidual, já que esses tecidos deixam de ser irrigados.

Os exemplos mais conhecidos de trombose arterial é o infarto e o derrame cerebral

Já a trombose venosa afeta a parte da circulação responsável pelo retorno do sangue, que são as veias. Elas se diferenciam basicamente em dois tipos, as veias superficiais, que são essas visíveis abaixo da pele, e as veias profundas que passam próximo aos ossos e não são visíveis. As tromboses mais comuns da parte venosa, são nas veias superficiais dos membros superiores, acontecem por exemplo quando tomamos algum medicamento na veia e ela inflama. As de maior importância, geralmente acometem as veias profundas dos membros inferiores, mas podem aparecer em lugares mais perigosos como o cérebro e intestino. 

Esses trombos, tanto na circulação arterial quanto na circulação venosa, podem se fragmentar e percorrer a circulação causando danos distantes de onde foram formados, nesses casos eles passam a se chamar êmbolos. 

Sintomas da trombose

Como vimos, a trombose se diferencia entre arterial e venosa, resultando em diferentes apresentações conforme o local e o sistema circulatório acometido. 

Então iremos dividir os sinais e sintomas conforme o tipo de trombose

  • Trombose arterial
    • Dor
    • Palidez
    • Formigamento
    • Dormência
    • Frialdade

 

  • Trombose venosa
    • Dor
    • Inchaço
    • Aparecimento de veias superficiais
    • Dor ao caminhar
    • Rigidez muscular

A trombose geralmente não apresenta sinais de alerta antes de surgir, ela se instala de maneira rápida sem aviso. Por isso o diagnóstico precoce e a instalação do tratamento são importantes, pois evitam que a trombose aumente ou forme êmbolos e também ajuda a evitar sequelas mais graves. 

Apesar de não conseguimos prever quanto ela vai aparecer, alguns fatores de risco podem ser identificados. 

É possível prevenir a trombose? 

Fatores de risco

Os fatores de risco que aumentam as chances de se desenvolver trombose são vários. Os mais comuns estão relacionados a predisposição genética, gravidez, terapia de reposição hormonal, uso de anticoncepcionais, grande período de imobilidade, quimioterapia, obesidade, cirurgias, varizes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, diabetes e aterosclerose.

Isso não significa que uma pessoa fora dessa zona de risco esteja imune. A doença pode ser bem imprevisível, então manter os exames de rotina é primordial.

Tratamento

O tratamento geralmente envolve a administração de drogas anticoagulantes ou trombolíticos (que destroem o coágulo). Mas lembre-se: nunca se automedique.

Só um médico especialista pode te acompanhar no tratamento da trombose, então não procure soluções “naturais” ou tomar qualquer medicamento por conta própria.

Prevenção

Como não é possível prever quando a trombose vai aparecer, a prevenção consiste essencialmente em controlar os fatores de risco.

Em situações de histórico familiar forte para trombose, pode ser realizada investigação através de exames de trombofilias.

Fazer acompanhamento com ginecologista/obstetra em casos de gestação de risco ou necessidade de uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal.

Após cirurgias, evitar períodos prolongados de imobilização, fazendo pequenas caminhadas, e quando não for possível conversar com seu médico sobre a necessidade de profilaxia de trombose com medicamentos. 

Não fumar, praticar exercícios físicos de forma regular e ter uma alimentação equilibrada ajuda a manter o peso, diminuir colesterol, melhorar pressão arterial e controlar diabetes que diminuem o risco de trombose arterial.

Na presença de varizes, fazer o acompanhamento com o vascular, realizar exame Doppler para verificar a necessidade de tratamento. 

Em viagens muito longas, procure usar roupas confortáveis e folgadas. 

Levante sempre que for possível e massageie o corpo, vai ajudar muito. Se você trabalha ou estuda por muito tempo sentado, procure sempre se levantar para realizar alguns alongamentos. Um minutinho a cada hora sentada já ajuda.

Não esqueça, a trombose pode ser uma doença bem silenciosa. Se seu corpo apresentar qualquer sinal, procure um médico o mais rápido possível!

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Fístulas para Diálise

Pacientes com doença renal avançada, podem precisar de diálise, procedimento semelhante ao trabalho do rim, que é responsável entre outras coisas, por filtrar o sangue e assim retirar as impurezas para que sejam eliminadas.

A maneira mais comum de se realizar essa filtragem é através da hemodiálise, para que ocorra esse procedimento o sangue precisa ser retirado da pessoa através de cânulas, percorrer um sistema dentro uma máquina onde ocorre a retirada das impurezas e após isso retornar para dentro do corpo.

Essa retirada do sangue pode ser realizada através de um cateter ou através da fistula. 

A fístula é criada cirurgicamente, através da união entre uma veia e uma artéria, por isso conhecida cientificamente como fístula artério-venosa. Após essa união, ocorre um desvio de parte do sangue e da pressão arterial para esta veia que passa a se dilatar, e assim tendo uma grande capacidade de fluxo sanguíneo, servindo então de acesso para que através de uma punção o sangue seja retirado, filtrado e devolvido.

 

Quando as fístulas para diálises são recomendadas?

Quando é feita a construção cirúrgica da fístula artério-venosa, esta necessita de um período de “amadurecimento” que leva em torno de 30 a 60 dias. 

Portanto é recomendado realizá-la antes da necessidade efetiva da diálise.

Esse momento ideal da realização, pode ser monitorado através dos exames de sangue que vão mostrando a piora progressiva da função renal. 

Infelizmente isso nem sempre é possível pois algumas vezes o rim tem piora súbita. 

Pacientes que já dialisam por cateter também tem indicação de fístula. 

 

Onde o acesso é construído?

É normalmente posicionado nos membros superiores, geralmente no punho não dominante, ou seja, braço direito nas pessoas canhotas e braço esquerdo nos destros.

Quanto mais longo o trajeto da veia da fístula, melhor. Por isso sempre iniciamos a tentativa de fístula primeiramente no punho e se não houver possibilidade, é feita na dobra do cotovelo.

Em casos mais raros pode ser feita com uso de próteses e nos membros inferiores. 

 

Recomendações para a fístula ter um bom funcionamento

É recomendado que o paciente tenha inúmeros cuidados com a fístula para diálise, tais como:

  • Higienizar de forma correta a fístula antes e depois da hemodiálise, seguindo as recomendações que o médico lhe passar;
  • Manter o curativo feito pelos enfermeiros de quatro a seis horas após a realização da hemodiálise;
  • Adquirir o hábito de sempre apalpar a fístula para notar se tem qualquer irregularidade com o fluxo sanguíneo do acesso;
  • Evitar a coleta de sangue e verificação da pressão arterial no braço em que foi construída a fístula;
  • Evitar, também, realizar atividade física intensa que exija esforço do braço com o acesso, bem como evitar dormir sobre ele;
  • E, em caso de hematomas após as punções, utilizar compressas de gelo na hora que ele se formou e um dia apos fazer com água morna, de acordo com que o médico lhe indicar.

Quais as vantagens da fístula para diálise?

Além de oferecer menos riscos ao paciente, e ser instalada de forma relativamente simples, levando em consideração que é um procedimento cirúrgico, a fístula para diálise possui inúmeras vantagens.

Dá para utilizar o braço com o acesso normalmente fora das sessões da hemodiálise, desde que se respeite a intensidade das atividades. Há baixíssimo risco de infecção – mantendo a higienização adequada – e desenvolvimento de trombose. 

Também há o fato da ausência de tubos e de cateteres penetrantes no paciente.  Além de que não são necessários curativos no dia a dia, a não ser após as sessões de hemodiálise.

Não há o que temer quando o assunto são as fístulas para diálise. Apenas se certifique de receber o acompanhamento de um bom profissional e confie no tratamento.