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Quem tem covid pode ter trombose?

Um dos maiores medos de quem teve ou teme ter a covid-19 é saber se estará suscetível a sofrer com a trombose.

Muitos estudos foram e ainda estão sendo realizados para entender a relação entre as duas doenças.

Como sabemos, covid-19 é um vírus que afeta predominantemente o sistema respiratório.

Mais perigoso para pessoas com problemas respiratórios prévios ou de idade avançada, quando são internados acabam tendo que tomar remédios anticoagulantes para evitar que trombos se formem tanto nas extremidades quanto aleatoriamente pelo corpo.

Por quê? Quando um coágulo de sangue se desprende da perna, por exemplo, e viaja até o pulmão que no caso da covid-19 já está comprometido, se torna mais um complicador na covid-19.

Quem tem covid pode ter trombose?

Toda e qualquer pessoa pode ter trombose.

Algumas são mais suscetíveis por fatores como trombofilia, obesidade, tabagismo, etc.

No caso da covid-19, a trombose está relacionada a fatores ainda não muito esclarecidos, porque na maioria dos casos relatados de pacientes que tiveram trombose, uma grande porcentagem nem se enquadrava nos grupos de risco.

Pacientes sem histórico de diabetes, trombose na família ou hipertensão, após o período de cura da doença, voltaram para o médico relatando sintomas e quase em risco de vida.

Esses distúrbios da coagulação podem ser consequência do nosso sistema imunológico trabalhando para nos defender.

O corpo está lidando com um vírus totalmente novo, logo, nosso sistema de cascata da coagulação pode ser comprometido.

Explicamos mais sobre o que isso significa em outro texto de nosso blog. Aqui.  “Injeção para trombose”

O que se sabe de fato, porém, é que a covid-19 deixa sequelas no nosso organismo.

Algumas que passam com o tempo, outras que ainda são indefinidas (como, por exemplo, a síndrome da covid prolongada) e fibrose no pulmão.

Fibrose no pulmão

Fibrose é o surgimento de tecido proveniente de cicatrização de processos inflamatórios nos tecidos.

No caso dos pulmões afetados pela covid-19, a fibrose é uma dificuldade para respirar naqueles que foram mais afetados pela doença.

A nível de internação.

Trombose por estar muito tempo parado

A trombose tem vários fatores e um deles e mais comum que acontece até depois de cirurgias é a trombose por imobilização.

Sua parente muito próxima é a trombose de viagem.

Aquela que pode surgir em pessoas que passaram muitas horas em uma viagem sentadas sem mover os membros inferiores.

Nesses casos, e até mesmo nos de cirurgia ou internados pela covid, é recomendado o uso de meias de compressão.

Essas meias exercem pressão em graus diferentes, dependendo da necessidade e condições prévias do paciente.

No caso dos que estão internados com covid-19, pode ser uma aliada, junto com os medicamentos anticoagulantes ou trombolíticos para evitar que tromboses surjam nas pernas ou que as que estão lá viajem para membros superiores.

 

Diferença entre trombolítico e anticoagulante

Os anticoagulantes funcionam para impedir que trombos se formem.

Os trombolíticos funcionam desmanchando o trombo.

Os anticoagulantes são utilizados em tratamentos pós-cirúrgicos para impedir que pacientes que passam muito tempo internados venham a ter trombose, pessoas que já tiveram trombose e se descobriu trombofilia, grávidas também fazem uso do medicamento.

Já os trombolíticos são administrados em pacientes que chegam com AVC, infartos, etc.

É sabido que o vírus da covid-19 age ativando as plaquetas do nosso sangue, entre outros tantos mecanismos essenciais e de defesa.

As plaquetas são parte essencial da formação de coágulos para conter sangramentos e feridas.

Esse fator também pode estar relacionado.

 

O que fazer depois da covid-19?

A Covid-19 passou? Então é hora de tomar cuidado e prestar atenção aos sintomas da trombose.

Rigidez na perna e inchaço, acompanhados ou não de palidez e calor podem ser indicativos de trombose venosa profunda.

Dor súbita em qualquer região do corpo, mas mais comumente relatadas nos braços e ombros, acompanhadas de dor ao toque e mudança na coloração da pele, podem ser sintomas de trombose arterial.

Em qualquer um dos casos, o tempo é seu maior aliado e também inimigo.

Ou seja, o pronto-socorro deve ser procurado imediatamente para evitar acidentes vasculares cerebrais, infartos e embolias pulmonares o quanto antes.

Fique de olho nos sinais do seu corpo, eles podem indicar que você precisa de ajuda médica e acompanhamento de um profissional vascular.

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O que causa a obstrução da veia porta

A trombose de veia porta acontece quando um coágulo obstrui o fluxo sanguíneo da maior veia do sistema gastrointestinal que passa pelo fígado. 

Já falamos em outro texto sobre os sintomas, tratamentos e um pouco de como essa veia porta é importante para o nosso organismo.

Agora, em um texto um pouco mais aprofundado, vamos falar sobre a maioria das causas por trás da obstrução da veia porta.

Trombofilia

A trombofilia é uma predisposição adquirida ou hereditária a ter trombose devido a viscosidade do sangue.

Essa alteração no sangue torna o surgimento de trombos mais comuns.

Quando adquirida, suas causas estão conectadas ao uso de anticoncepcionais, câncer e terapias de reposição hormonal.

Cirrose

Cirrose são alterações inflamatórias na estrutura do fígado. 

É uma doença crônica e que a longo prazo impede a regeneração do órgão.

Essas cicatrizes impedem o fígado de exercer sua função e como é uma doença muito séria, ela tem diversos tipos. 

Existe a cirrose alcoólica e as provindas de resultados de hepatites diversas. B, C, medicamentosa e autoimune mais especificamente. 

Câncer de fígado

Hepatite e cirrose levam a processos inflamatórios constantes do fígado e essa inflamação que está por trás do câncer de fígado.

Um ou vários nódulos podem crescer no órgão e à medida que ele cresce pode afetar diversas partes do tecido.

Os seus tipos são classificados em colangiocarcinoma, carcinoma hepatocelular ou hepatocarcinoma e carcinoma hepático.

Anticoncepcionais

Anticoncepcionais são velhos conhecidos como fatores de risco para o surgimento de trombose. 

Usamos a palavra anticoncepcional, pois é a maneira mais genérica de se referir a eles, mas a trombose está ligada a um hormônio específico na composição da maioria dos anticoncepcionais, o estrogênio. 

Esse hormônio possui múltiplas funções e uma delas é interferir no funcionamento normal de alguns fatores de coagulação, como o aumento da fibrina e trombina (pró-coagulantes) e diminuição da antitrombina e proteína-C (anti-coagulantes). 

Pancreatite

O álcool e as colelitíases são os grandes causadores da pancreatite. 

Assim como no fígado, a pancreatite é a inflamação do órgão. 

Acontece que a veia porta, passa muito próximo deste órgão, e sua inflamação pode chegar até essa veia, induzindo sua trombose. 

Doenças hepáticas

Hepatites também são inflamações no fígado, mas elas recebem uma atenção especial por serem extremamente comuns, possuírem vacina (para alguns de seus tipos).

A hepatite A é contagiosa e é transmitida pela água não sanitarizada, fezes e alimentos mal cozidos. Existe vacina para ela, mas a melhor prevenção é hábitos higiênicos. 

Hepatites B e C são virais, possuem vacina e são transmitidas por seringas compartilhadas e até mesmo através de relações sexuais. 

As hepatites B e C podem acabar se transformando em câncer de fígado ou cirrose. 

Hipertensão portal

Um aumento da pressão na veia porta é chamado de hipertensão portal.

Essa hipertensão pode ser consequência de outras complicações, como a cirrose.

Com mais volume de sangue, as paredes se tornam frágeis e medicamentos para pressão podem se tornar necessários.

Em alguns casos, até mesmo o transplante de fígado.

Vasculite

A vasculite é o estreitamento e inflamação das paredes dos vasos sanguíneos. 

Esse engrossamento acaba ativando nosso sistema de defesa que para nos proteger acumulam substâncias em suas paredes. 

Essas substâncias podem facilitar o surgimento de trombos.

Como tratar a veia porta?

Medicamentos trombolíticos e anticoagulantes são utilizados como tratamento para os casos de trombose de veia porta.

Os casos de origem de hipertensão portal podem ser tratados com cirurgia. 

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Trombose de veia porta

A trombose de veia porta acontece quando um coágulo obstrui o fluxo sanguíneo desta veia que liga os intestinos ao fígado.

Sistema esse que pode ser facilmente explicado por serem ramificações da veia para os órgãos do sistema porta-hepático. 

Fazem parte desse sistema, os órgãos:

  • Fígado;
  • Baço;
  • Pâncreas;
  • Estômago;
  • Intestinos.

Esse também é o maior sistema do corpo humano. 

Sendo a combinação das veias denominadas mesentérica superior e mesentérica inferior e esplênica, que drenam os órgãos mencionados acima. 

No fígado, tudo é processado e depois levado para o organismo a fim de ser aproveitado.

Nos intestinos, aquilo que não é processado é preparado para ser excretado.

Trombose de veia porta

Trombose da veia porta é a formação do coágulo, por vários motivos, nessa região tao importante. 

Descubra: O que causa a obstrução da veia porta 

Quando este tipo de trombose é descoberta, geralmente ela já está em estágio avançado já que não costuma apresentar muitos sintomas.

 

Sintomas

Por ser, na maioria das vezes, assintomática, é geralmente um diagnóstico tardio. 

Apresenta-se dessa forma, pois a maioria das causas da trombose, são doenças cronicas que levam a um instalação arrastada da trombose. 

Quando apresenta sintomas, eles são inespecíficos como dor abdominal difusa. 

 

Diagnóstico

Ultrassom doppler é muito utilizado para realizar o diagnóstico da obstrução da veia porta, geralmente em exames de rotina.

Por isso é essencial a atenção a saúde com exames periódicos, pois, durante a análise das imagens é possível identificar a tempo se o baço ou fígado estão alterados e se é necessário fazer maiores verificações. 

Embora raro, tem altas taxas de mortalidade.

Trombose portal maligna

Tromboses geralmente são o surgimento de trombos de sangue por fatores genéticos ou adquiridos. 

Mas existem também aqueles relacionados ao câncer.

A trombose por células malignas está relacionada ao carcinoma hepatocelular, ou câncer de fígado.

Estima-se que a maioria dos pacientes diagnosticados com câncer de fígado, tenham suscetibilidade a trombose de veia porta.

 

Tratamentos para trombose de veia porta

Medicamentos trombolíticos e anticoagulantes são utilizados como tratamento para os casos de trombose de veia porta.

Causas da trombose de veia porta

As causas mais desse tipo de trombose, são as seguintes:

  • Cirrose;
  • Apendicite;
  • Trombofilia;
  • Pancreatite;
  • Anticoncepcionais;
  • Cirurgias abdominais.

 

Fatores que predispõem a trombose

Trombofilia: uma predisposição adquirida ou hereditária a ter trombose devido a viscosidade do sangue.

Essa alteração no sangue torna o surgimento de trombos mais comuns de acontecer.

Quando adquirida, suas causas estão conectadas ao uso de anticoncepcionais, câncer e terapias de reposição hormonal.

Obesidade: a obesidade é um fator de risco para o surgimento de trombose, pois altera a composição química do sangue o tornando mais suscetível a inflamações. 

Imobilização: a trombose pode surgir após um período muito longo sem movimentação do corpo, viagens muito longas ou períodos superiores a 3 dias de cama sem qualquer estímulo muscular. 

 

É possível prevenir a trombose?

É sim.

Coágulos menores costumam ser naturalmente dissolvidos pelo corpo humano, mas existem casos em que é necessário se adequar a alguns hábitos para ajudar o nosso corpo a tanto manter esse mecanismo inteligente de defesa sempre alinhado ou nunca precisar dele. 

Aqui vão algumas dicas para prevenir a trombose:

  • Mantenha uma alimentação equilibrada;
  • Realize exercícios físicos;
  • Evite fumar;
  • Realize exames de rotina com frequência;
  • Beba bastante água.

Raramente, casos de trombose venosa necessitarão de intervenção cirúrgica. 

Então, além de contar com a lista acima, aposte em conhecimento. 

Sempre estaremos postando artigos com assuntos relevantes como este no site. 

Para saber mais e se manter bem informado, visite o instagram. Link no rodapé.

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Injeção para trombose

Já falamos aqui sobre os problemas responsáveis por criar coágulos no sangue e uma grande dúvida que se segue depois da leitura é saber se é necessária a injeção para trombose.

Aliás, o assunto dos anticoagulantes se tornou muito mais famoso nos últimos dois anos por conta da covid-19.

Por definição, anticoagulantes funcionam como medicamentos capazes de prevenir a formação de coágulos sanguíneos.

Esta coagulação natural do corpo é necessária quando nos ferimos para evitar que percamos sangue, mas no lugar errado, pode bloquear a passagem de sangue para órgãos essenciais como o coração, o pulmão e o cérebro.

Os medicamentos anticoagulantes funcionam interrompendo o processo de coagulação do sangue, não totalmente, mas na medida certa.

Tratamento de trombose arterial 

A cascata de coagulação

Quando um ferimento atinge nosso sistema vascular, as plaquetas, substâncias e células do sangue, formam um “tampão na ferida” para que ela não jorre sangue.

Essas plaquetas, ativadas na ferida, induzem a formação de fatores de coagulação que disparam a cascata de coagulação e formação do trombo.

Um desses fatores de coagulação é a pro-trombina que se transforma em trombina que reage formando a fibrina, que é uma rede que fortalece o coágulo.

Esta fibrina se “embolará” e em um cenário perfeito, a fibrina fechará a lesão e em pouco tempo ela estará cicatrizada.

No entanto, como estamos falando de trombose, alguma coisa acaba dando errado nessa cascata, não é mesmo?

Esse mesmo sistema, criado para gerar trombos em situações de risco de sangramento, pode ser ativado erroneamente, levando a formação indesejada de trombos, que podem bloquear a passagem do sangue ou migrar para lugares distantes.

A heparina

A administração da heparina é uma das formas mais antigas de prevenir a coagulação maléfica.

Ela funciona inibindo a trombina dentro do processo chamado cascata de coagulação.

A injeção para trombose

Essa injeção para trombose é a aplicação da heparina.

Que atualmente tem duas apresentações, a não fracionada e a de baixo peso molecular, apesar de algumas diferenças, as duas possuem o mesmo mecanismo de atuação.

Porém, outras substâncias, dependendo da forma como elas atuam e da doença do paciente, podem ser administradas.

Porém não existe apenas a heparina como anticoagulante, atualmente temos várias medicações que agem na cascata de coagulação, como a varfarina, rivaroxabana, dalteparina, enoxaparina.

 

Controle da coagulação

A descoberta da trombofilia, por exemplo, que é a hipercoagulabilidade sanguínea, é feita na maioria das vezes através de exames de sangue.

Estes exames também se tornam necessários quando o paciente passa a tomar anticoagulantes, principalmente os de via oral inibidores da vitamina K.

O médico vai saber indicar a regularidade dos exames, já que é de conhecimento geral que pacientes com predisposição a formar trombos também possuem predisposição a ter sangramentos.

Estes exames de monitoramento evitam sangramentos e monitoram o surgimento deles.

É comum que quem se utilize de tratamentos com anticoagulante acabe tendo sangramentos no nariz e na gengiva.

O pior é quando eles acontecem dentro do corpo, por isso os exames e uma dieta orientada (para controlar a ingestão da vitamina K) são necessários.

 

Diferença entre trombolítico e anticoagulante

Os anticoagulantes funcionam para impedir que trombos se formem.

Os trombolíticos funcionam desmanchando o trombo.

Os anticoagulantes são utilizados em tratamentos pós-cirúrgicos para impedir que pacientes que passem muito tempo internados venham a ter trombose, pessoas que já tiveram trombose e se descobriu trombofilia, grávidas também fazem uso do medicamento.

Já os trombolíticos são administrados em pacientes que chegam com AVC, infartos, etc.

Outros tratamentos para trombose

Os tratamentos para trombose venosa envolvem a administração de trombolíticos, ou anticoagulantes.

Já para a trombose arterial, os tratamentos são muito variáveis.

Em quadros leves, onde houve uma trombose progressiva, dando tempo pro corpo ir se adaptando, o tratamento pode ser apenas clínico, com uso de medicamentos e mudança do estilo de vida.

Já nos casos mais graves onde existe o risco de perder um membro ou lesão de algum órgão importante como intestino, coração e cérebro, pode ser necessário algum tratamento intervencionista, como a remoção do trombo, dissolução deste com medicamentos, angioplastias com implante de stent e revascularização.

Outro procedimento bem conhecido também é a Endarterectomia, e o local mais famoso de se fazer ela é na carótida, onde o médico vai cirurgicamente remover a placa de gordura e o coágulo, através de uma incisão no pescoço.

Saiba como prevenir a trombose, aqui. 

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Trombose intestinal

Trombose é o surgimento de coágulo nas veias ou artérias que impede o fluxo sanguíneo e como já relatado anteriormente neste mesmo site, pode surgir em qualquer parte do corpo humano. 

Hoje, portanto, vamos falar sobre a trombose intestinal, ou trombose mesentérica.

Trombose intestinal

Primeiramente, é preciso saber que três veias drenam e transportam sangue cheio de nutrientes do intestino constantemente. 

Elas se comunicam com o pâncreas, o duodeno, intestino grosso e com o fígado. 

Qualquer obstrução em uma dessas veias provoca a isquemia da região. 

Isquemia é a falta de oxigenação, levando até sua necrose, ou seja, morte do tecido. 

Sintomas de infarto intestinal 

O infarto intestinal é extremamente raro e de difícil prognóstico, o que significa que é bem complicado perceber sua evolução para poder conter a tempo. 

Seus sintomas são bem genéricos e às vezes confundidos com outras condições. 

A dor súbita na região abdominal e forte intensidade que se mantém por horas seguidas é seu mais identificável sinal de alerta. 

Diagnóstico

Devido a sua complexidade, o diagnóstico muitas vezes é feito no centro cirúrgico, no momento da cirurgia. 

Outro risco importante da doença, é que não tratada rapidamente, com o enfraquecimento das alças intestinais, 

No intestino estão concentradas as maioria das bactérias do nosso corpo, o que leva a um risco importante relacionado a essa doença, pois caso não tratada rapidamente, com o enfraquecimento da parede das alças intestinais as bactérias podem viajar pela corrente sanguínea afetando outros órgãos. 

O cirurgião ali acaba descobrindo a origem daquela isquemia e é capaz de atuar. 

Umas das apresentações da trombose mesentérica é a obstrução da veia porta.

Fatores de risco

Doenças hereditárias ou adquiridas de coagulação tornam os portadores mais suscetíveis a ter trombose intestinal.

Pessoas obesas, que já tiveram trombose, que fumam ou que passaram por cirurgia abdominal, que possuem doença de Crohn e pancreatite correm mais risco de sofrer este infarto. 

Pacientes com aterosclerose podem ser acometidos por vários tipos de obstruções, incluindo a trombose intestinal.

Por isso, fique atento aos sintomas citados abaixo e peça logo ao seu médico exames de imagens que possam identificar se há problemas na região que precisam ser identificados mais a fundo. 

  • Fezes com sangue;
  • Dor abdominal intensa. 

 

Tratamento

O tratamento para a trombose intestinal é majoritariamente cirúrgico. 

Infelizmente, devido ao diagnóstico difícil, boa parte dos casos, no momento da cirurgia, já ocorreu a necrose da região afetada e resta apenas retirar essa parte do intestino.

Quando o diagnóstico é feito por arteriografia, pode ser possível dissolver o coágulo com algumas medicações ou até mesmo inserir um stent para dilatar o local que impedia a passagem do sangue. 

Em alguns casos, após retirada de parte do intestino, não é possível manter o caminho normal até o ânus, então é necessário criar uma saída pela barriga que é dali que vai sair as fezes em uma bolsa própria.

 

Recuperação

A recuperação da cirurgia é bastante específica aos cuidados, dependendo da gravidade enfrentada. 

Dependendo da quantidade retirada, o paciente pode ficar com síndrome do intestino curto, o que torna bastante difícil a absorção dos nutrientes.

Nesses casos se faz necessária uma mudança na alimentação e ainda o uso de suplementos vitamínicos.

Prevenção

A prevenção dessa doença, assim como a maioria das doenças envolvendo nosso sistema circulatório inclui uma alimentação saudável, a prática frequente de exercícios, controle do peso e evitar o cigarro. 

Uma visita ao médico vascular ajuda a descobrir se se tem predisposição a problemas com a coagulação do sangue (trombofilia) ou até mesmo aterosclerose (que é o acúmulo de gordura na parede das veias). 

O controle da pressão arterial também é grande aliado, pois artérias sem estreitamento são mais difíceis de impedir o fluxo natural do fluxo dos sangue.

Aprenda também: O que é a reconstrução vascular?

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Compressa para trombose existe?

Você deve estar se perguntando: como aliviar o inchaço com compressa para trombose?

Talvez você reconheça as vantagens da aplicação das compressas quentes e frias para diminuir inchaços, ajudar a conter processos inflamatórios e até mesmo diminuir as dores.

Porém, quando se trata de trombose, você pode estar confundindo o termo compressão com compressa. 

Não entendeu? Nós vamos explicar. 

A trombose é o surgimento de um coágulo no sistema circulatório que pode interromper o fluxo de sangue para algum órgão ou tecido do corpo humano.

Mesmo podendo ocorrer em qualquer parte do nosso organismo, a trombose é mais comum nos membros inferiores.

Nossas pernas são as partes mais influenciadas pela força da gravidade, fazendo com que as válvulas dentro das nossas veias precisem fazer força dobrada para devolver o sangue para o nosso coração.

E como a trombose também pode surgir pela falta de movimento durante uma viagem de avião, por exemplo, as meias de compressão se tornam grandes aliadas na hora de ajudar o sistema venoso a não se sobrecarregar.

Compressa quente

É muito comum não sabermos em que casos usar compressa.

Ainda mais quando não conhecemos os sinais e sintomas de trombose e não sabemos diferenciar esta doença de outros traumas corriqueiros que podemos ter no dia dia.

A compressa quente ajuda a dilatar os vasos sanguíneos, ajudando a aumentar o fluxo sanguíneo em regiões onde estão ocorrendo processos inflamatórios.

Com o fluxo de sangue elevado, substâncias que ficariam acumuladas são levadas para serem purificadas e a inflamação e dor diminuem. 

Compressa fria

Ao contrário da compressa fria, mas com o mesmo efeito analgésico, pois também diminui a dor, a aplicação de compressa fria comprime os vasos sanguíneos.

Esse tipo de compressão é ideal para evitar e/ou diminuir inchaços provocados por lesões físicas como quedas e torções. 

Esses tipos de acidente provocam rompimento dos vasos e com sua aplicação sua recuperação se torna mais rápida. 

 

Compressa para varizes

O incômodo provocado pelas varizes vai além da sensação de peso e as veias aparentes. 

Elas também provocam inchaço nas pernas e esse inchaço é consequência direta da dilatação dos vasos sanguíneos e se torna quase que uma necessidade aplicar algum tipo de compressa.

Mas apesar de a compressa aumentar o fluxo sanguíneo, em relação a varizes, elas estariam sobrecarregando ainda mais as veias que já não funcionam no seu fluxo normal.

Por isso, as compressas frias são mais indicadas, pois elas meio que exercem uma pressão nas paredes das veias. 

Creme trata varizes?

E talvez por isso que muitas pessoas se questionam se elas é quem são indicadas para prevenir ou ajudar no inchaço provocado da trombose.

 Meias de compressão

As meias de compressão para trombose são meias elásticas especificas e que podem ser indicadas até mesmo para pessoas saudáveis, pois elas fazem isso, uma pressão que ajuda o retorno venoso. 

E até existem pessoas que tem tendência a ter trombose ou que já tiveram e que não precisam usar. 

Estudos mostram, porém, que o uso adequado de meias de compressão junto com os remédios anticoagulantes diminuíram significativamente o surgimento de novos trombos. 

Quem precisa usar as meias de compressão

Meias de compressão podem ser usadas por pessoas que vão viajar por muitas horas sentadas. Viagens com 8 a 12 horas de duração. Quando a trombose surge nesses casos, ela é chamada de trombose dos viajantes e pode acontecer com qualquer pessoa, mas claro, obesos e pessoas com varizes são mais suscetíveis.

Essas meias também são indicadas para quem já teve flebite ou acabou de sair de uma cirurgia. 

O que é flebite e como tratar? 

Corredores podem fazer uso da meia de compressão para evitar lesões nos músculos. 

Grávidas costumam precisar de meias de compressão para ajudar com o acúmulo de líquidos e ainda minimizar os efeitos da pressão que o bebê faz nas paredes das veias abdominais. 

Cuidados com as meias de compressão

O primeiro e principal cuidado com as meias de compressão é que elas precisam ser indicadas pelo médico. 

Não é qualquer um que pode utilizar, existem algumas contra indicações ao seu uso e somente com uma avaliação e exame físico é possível saber se ela existe. 

O médico quem vai avaliar qual a meia necessária para o nível de pressão que o paciente precisa.

Meias de compressão utilizadas de forma errada podem acabar provocando um efeito contrário e complicando a circulação. 

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Sinais e sintomas de trombose

Tendo o conhecimento de que as artérias levam o sangue do coração para o corpo e as veias trazem o sangue das regiões periféricas de volta, é possível entender que os sinais e sintomas de trombose são diferentes.

Quando dizemos isso é porque embora existam semelhanças, a trombose arterial é diferente da trombose venosa. 

É muito difícil a trombose venosa profunda acontecer, por exemplo, nas veias do braço, ela é mais comum nas pernas.

Mas é muito corriqueiro que as mesmas sensações de inchaço, avermelhamento e perda de sensibilidade da região afetada se repitam nos dois casos.

a phlebologist does an ultrasound of the veins of a patient with varicose veins.phlebology – study of venous pathologies of the lower extremities

Sinais e sintomas de trombose venosa profunda

O primeiro entre os sinais e sintomas de trombose venosa profunda é o inchaço nas pernas.

É um inchaço regular que se comparado com a outra perna é possível ver uma considerável aumento de tamanho

Um outro sinal que muitas vezes pode vir acompanhado de sensação de formigamento é a mudança da cor da pele para uma mais avermelhada, às vezes azulada ou rosada. 

Nestes casos, o paciente deve imediatamente se encaminhar ao médico, pois a trombose pode aumentar, acometer outras veias ou deslocar um fragmento chegando até o pulmão, causando a embolia pulmonar. 

O segundo sinal é a dor.

Essa dor aparece da noite pro dia e piora gradativamente durante 2 a 3 dias que se seguem e também dói com o toque. 

É bom ficar atento também para o fato de que outros tipos de ferimentos podem causar vermelhidão. 

Então se a dor súbita não estiver relacionada a inchaço e os outros sintomas citados acima provavelmente não é trombose.

Recapitulando:

  • Inchaço;
  • Perda de sensibilidade ou sensação de formigamento;
  • Vermelhidão;
  • Dor que só piora ao passar de dias e é sensível ao toque. 

Estes sinais, juntos, são indicativos de trombose venosa profunda.

Outros sinais que podem acompanhar os casos de trombose venosa, são: sensação de peso, rigidez muscular e alterações na textura da pele e sensação de calor.

 

Sinais e sintomas de trombose arterial

Muito se fala da trombose venosa profunda por ela ser a mais comum e a que mais sofre influências pela falta de atividade física, uso de medicações, hormônios, gravidez, fatores genéticos, etc.

Porém, a trombose arterial é mais perigosa, podendo levar a morte do local afetado e está mais relacionada à hipertensão, cigarro, diabetes, que facilitam a formação de placas de gordura ou placas de aterosclerose. 

Seu primeiro sintoma é a dor, dor imediata e intensa no membro ou órgão.

A pele fica gelada e muito dolorida, essa dor é chamada de isquemia que é consequência direta da redução do fluxo sanguíneo. 

Essa redução do fluxo ainda não é o infarto, por isso, o paciente necessita buscar ajuda médica imediata aos sintomas.

Pois, quando o fluxo é absolutamente interrompido por um longo período, ocorre uma gangrena ou como também é chamada, necrose tecidual. 

O órgão morre. 

Também é por isso que muitos pacientes depois informam que foi preciso retirar uma parte do braço, ou da perna ou algum segmento do intestino. 

Recapitulando:

  • Dor muito intensa, súbita, que piora nas próximas horas
  • Pele pálida e fria 

Esses sintomas, por serem mais imediatos, nem sempre são acompanhados por inchaço e podem indicar uma trombose arterial.

Entenda mais sobre a diferença entre trombose arterial e venosa, aqui

Outros sinais que podem acompanhar os quadros de trombose arterial são: falta de pulsação, coloração azulada nos dedos (principalmente os das mãos).

 

Quais os tratamentos?

Para a trombose arterial, os tratamentos são muito variáveis. 

Em quadros leves, onde houve uma trombose progressiva, dando tempo pro corpo ir se adaptando, o tratamento pode ser apenas clínico, com uso de medicamentos e mudança do estilo de vida. 

Já nos casos mais graves onde existe o risco de perder um membro ou lesão de algum órgão importante como intestino, coração e cérebro, pode ser necessário algum tratamento intervencionista, como a remoção do trombo, dissolução deste com medicamentos, angioplastias com implante de stent e revascularização. 

Outro procedimento bem conhecido também é a Endarterectomia, local mais famoso de se fazer é na carótida, onde o médico vai cirurgicamente remover a placa de gordura e o coágulo, através de uma incisão no pescoço. 

Já na trombose venosa, antes que o coágulo se desprenda e viaje até o pulmão, o tratamento geralmente envolve a administração de drogas anticoagulantes ou trombolíticos (que destroem o coágulo).

Saiba como prevenir a trombose, aqui.

 

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Como saber se tenho tendência a ter trombose

O nosso corpo é uma máquina complexa e muito inteligente que possui um encanamento intrínseco e muito bem articulado, chamado de sistema circulatório. 

Esse sistema circulatório leva sangue e seus nutrientes para os órgãos, tecido em tecido e diante de qualquer ferimento, ele tem a capacidade de coagular o seu sangue para evitar intensa perda sanguínea. 

Porém, da mesma forma que essa capacidade coagulante pode nos salvar, ela também pode se transformar em uma grande dor de cabeça.

Coágulos podem se formar onde não há ferimentos e saber se se tem tendência a ter trombose é uma grande arma de prevenção e cuidado.

Como saber se tenho tendência a ter trombose

Você jogou a pergunta “como saber se tenho tendência a ter trombose” na caixa de pesquisa do google e precisa de respostas. 

Primeiramente, por qual motivo procurou saber essa informação? Você já ouviu falar de algum caso de trombose na família? Ou já ouviu falar sobre a relação que trombose tem com a covid-19? 

Ou talvez você esteja com sobrepeso e mantém uma alimentação rica em substâncias maléficas para seu corpo que auxiliam no acúmulo de gordura, ou ainda possa ter uma doença crônica que transforma a coagulação do seu sangue em momentos inoportunos algo possível. 

Está vendo? Só nesta primeira introdução é possível identificar que a trombose pode vir a ter inúmeras origens. 

Então para você ter a resposta à pergunta “como saber se tenho tendência a ter trombose?”, convidamos a permanecer nesse texto e ir entendendo as correlações entre trombose, seu corpo, o sistema circulatório fatores externos, etc.

Trombose vem do termo do grego trhómbos

A palavra trombose vem do termo grego thrómbos  que significa coágulo, e o sufixo -ose que a determina como doença. 

Esses trombos impedem a passagem do sangue que antes deveria ocorrer livremente.

Nas artérias, é chamada de trombose arterial e ocorre quando a doença bloqueia uma artéria e isso poderia ser considerado um dos acontecimentos mais complicados já que as artérias estão diretamente ligadas a manutenção da vida dos órgãos e tecidos. 

Sua obstrução costuma ter um alto risco ao indivíduo, podendo causar, até mesmo, a necrose, que é a morte tecidual, já que esses eles deixam de ser irrigados.

A mais comum, porém, é a trombose venosa, e ela ocorre na parte do sistema sanguíneo responsável por “trazer de volta” o sangue.

As tromboses mais comuns da parte venosa, são nas veias superficiais dos membros superiores, acontecem por exemplo quando tomamos algum medicamento na veia e ela inflama.

As de maior importância, geralmente acometem as veias profundas dos membros inferiores, mas podem aparecer em lugares mais perigosos como o cérebro e intestino. 

Leia também: O que é trombose? Fatores que predispõem a trombose

Trombofilia: uma predisposição adquirida ou hereditária a ter trombose devido a viscosidade do sangue.

Essa alteração no sangue torna o surgimento de trombos mais comuns de acontecer.

Quando adquirida, suas causas estão conectadas por exemplo ao uso de anticoncepcionais, câncer e terapias de reposição hormonal.

Obesidade: a obesidade é um fator de risco para o surgimento de trombose, pois altera a composição química do sangue o tornando mais suscetível a inflamações. 

Imobilização: a trombose pode surgir após um período muito longo sem movimentação do corpo, viagens muito longas ou períodos superiores a 3 dias de cama sem qualquer estímulo muscular. 

Leia também: Saiba quais os tipos de trombose que existem

 

Sinais e sintomas de trombose

A trombose na maioria das vezes não emite sinais e sintomas prévios ao seu aparecimento, mas notá-los nos estágios iniciais da trombose, acelera o diagnóstico, o tratamento e diminui a chance de complicações mais graves. 

  • Inchaço e rubor arroxeado em uma das pernas;
  • Sensação de endurecimento e peso nas pernas;
  • Palidez;
  • Dormência;
  • Aparecimento súbito de veias superficiais;
  • Dor ao caminhar;
  • Rigidez muscular.

O tratamento para a trombose geralmente envolve a administração de drogas anticoagulantes ou trombolíticos (que destroem o coágulo).

Muitos pacientes nem desconfiam que podem ter trombofilia, que é uma maior suscetibilidade a ter trombose, e é durante o tratamento da trombose que se descobre a tendência a ter a doença, na maioria dos casos.

Por isso que, exames regulares e o acompanhamento de um médico vascular são considerados tão essenciais para pessoas que procuram saber se possuem tendência a ter trombose.

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Resistência à insulina e obesidade

Você já ouviu falar sobre resistência à insulina? Se sim, sabe muito bem que ela antecede o diabetes e está relacionada à obesidade, hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares.

Como? Vou explicar. 

O nosso corpo gasta e armazena energia o tempo todo. É isso que nos mantém vivos. 

Se nutrirmos o nosso organismo com a quantidade certa de nutrientes, dificilmente teremos problemas, mas se nossa dieta é desequilibrada, ocorre o acúmulo de gordura e esse acúmulo é o que provoca a obesidade, precedente de diversas doenças, entre elas o diabetes.

E qual é um dos primeiros sinais de diabetes? A resistência à insulina.

O que é resistência à insulina?

Com o consumo exagerado de alimentos e açúcares, o nosso pâncreas começa a trabalhar com sobrecarga, produzindo mais insulina do que é capaz. 

Com o tempo, a “conta chega” e infelizmente, a produção se torna defeituosa e mais açúcar do que é necessário vai para nossa corrente sanguínea, que é o que chamamos de hiperglicemia. 

Esse açúcar que não é eliminado acaba se acumulando em forma de gordura ou afetando outros órgãos e dificultando diversos processos, como por exemplo, o emagrecimento. 

Resistência à insulina dificulta o emagrecimento?

A resposta é sim. 

Quem tem essa resistência acaba tendo um maior acúmulo de gordura e possui dificuldade para emagrecer, já que o corpo não consegue eliminar muito bem esse excesso. 

Resistência à insulina é um prelúdio ao diabetes, mas pode até mesmo ser curada se diagnosticada a tempo e tratada da forma adequada.

Sinais e sintomas de resistência à insulina

A resistência à insulina é mais comum em pessoas que estão acima do peso e seus sintomas se apresentam na dificuldade em emagrecer e na presença de pigmentos escurecidos ao redor do pescoço.

Obesidade

A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura corporal e claro, sua causa principal é a alimentação desequilibrada. 

Veja que eu disse alimentação desequilibrada e não qualquer outro termo. Pois, é possível sim que alguém venha a engordar por comer muito, mas principalmente por comer de forma desregulada e com poucos nutrientes, o que faz com o que o corpo trabalhe em caráter de sobrevivência, guardando energia. 

Não adianta nada comer pouco e comer errado, é preciso comer bem, nas horas certas e com plena variedade de alimentos saudáveis e naturais para evitar a obesidade.

Além disso, a obesidade é evitada com uma rotina de exercícios. Pois é preciso haver um equilíbrio entre calorias ingeridas e calorias gastas. Se nosso corpo não está em movimento, ele gasta o necessário para manter o corpo funcionando.

Outros fatores que contribuem para a obesidade, são:

  • Fatores genéticos;
  • Metabolismo lento;
  • Alterações hormonais;
  • Estresse;
  • Compulsão alimentar.

O diabetes também é a raiz de inúmeros problemas, como a pressão alta e o acidente vascular cerebral.

Diabetes

Diabetes é uma doença crônica e significa a elevação dos níveis de açúcar no sangue de forma constante, pois o pâncreas não consegue mais regular e produzir os níveis de insulina.

Essa elevação dos níveis de açúcar existente na nossa corrente sanguínea ocorre quando o pâncreas, órgão responsável por quebrar e enviar a substância para o corpo, não consegue regular e produzir a quantidade necessária de insulina, hormônio que controla esses níveis de açúcar. 

Como prevenir

 

Para prevenir as doenças acima é necessário uma série de pequenas atitudes que fazem toda a diferença, é que muitas vezes são negligenciadas na correria do dia a dia. Sabe aquela coisa de “deixar para amanhã”? Pois é, isso não pode acontecer mais.

  • Exercícios físicos regulares; 

Não precisa ser nenhum atleta, mas só de caminhar e mover o corpo, você já estará gastando energia.

  • Alimentação equilibrada;

Comer bem não significa comer em excesso e nem se privar dos pequenos prazeres, mas é preciso disciplina. No dia a dia, prefira alimentos naturais e feitos em casa. Evite óleos e gorduras processadas, prefira suco a refrigerante, etc.

  • Beba água.

Água ajuda a não sobrecarregar os seus órgãos e a eliminar toxinas e substâncias que seu corpo não precisa mais. Ou seja, é um verdadeiro aliado na sua saúde. Beba 2 litros de água por dia e mantenha-se sempre hidratado. 

Obesidade e resistência à insulina estão intimamente conectadas, uma sendo a causa de uma e complicação da outra. Por isso, é preciso estar atento aos sinais e procurar orientação médica sempre que possível. 

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Varizes pélvicas

As varizes pélvicas afetam a região ao redor do útero, trompas e pelve nas mulheres.

Elas não oferecem grande perigo a princípio, mas podem fazer surgir malformações venosas pélvicas que aumentam a chance de coágulos, varizes em membros inferiores, sangramento uterino e infertilidade. 

Sintomas das varizes pélvicas

Muito confundidas com doenças intestinais, urinárias ou endometriose, as varizes pélvicas costumam causar dores durante relações sexuais e dor na região do abdômen e ventre após exercícios físicos e em casos mais avançados até em repouso. 

Também pode haver a sensação de peso na região íntima e incontinência urinária. 

Estas varizes costumam ser internas e invisíveis ao olho nu, mas em alguns casos podem induzir formação de varizes nas coxas, virilha e vagina. 

Causas e fatores de risco

As varizes pélvicas costumam surgir pelos seguintes fatores:

  • Gravidez;
  • Envelhecimento;
  • Predisposição genética;
  • Síndrome de quebra-nozes.

Durante a gravidez, as veias se dilatam para aumentar o fluxo e comportar o surgimento e entrega de nutrientes para o bebê e é nisso que elas podem acabar enfraquecendo, além de aumentarem junto com o aumento do útero na gestação.  

No caso da síndrome de quebra-nozes, as varizes surgem pela compressão da veia renal esquerda entre as artérias mesentérica superior e aorta. 

Como o sangue demora a retornar, ele acaba acumulando, provocando varizes.

Atenção! Como as veias da região pélvica se comunicam com as das pernas, é muito comum elas serem a causa do surgimento das varizes, principalmente na região posterior das coxas.

Existe prevenção?

A prevenção das varizes pélvicas é basicamente a mesma das varizes normais. 

Uma vida saudável e com a preocupação de se procurar o médico regularmente evita surpresas e ainda diagnostica precedentemente a doença. 

Por isso evite cigarros, alimentos gordurosos e uma vida sedentária. O exercício físico é essencial para fortalecer a musculatura e a parede das veias. 

Diagnóstico e tratamentos

Os tratamentos para as varizes pélvicas envolvem exames clínicos e laboratoriais para diagnóstico e elaboração do plano de ação. 

O exame diagnóstico inicial geralmente é o ultrassom transvaginal que nota a presença das varizes e então é realizada um exame mais sofisticado com a ressonância para melhor visualização das varizes e sua possível origem. 

Uma vez realizado o diagnóstico, os tratamentos incluem medicamentos para amenizar os sintomas dolorosos e a dilatação das veias e a cirurgia (aberta ou embolização), se necessário, para fechar a passagem do sangue por essas veias danificadas.

A embolização é o procedimento onde são colocadas materiais nas veias dilatadas que interrompem o fluxo de sangue. 

Essa cirurgia é minimamente invasiva e não tem necessidade de cortes, logo, o paciente após o procedimento, consegue ir para casa com as devidas recomendações. 

O que são varizes?

As varizes são dilatações e/ou tortuosidades das veias do corpo. Elas se formam, em sua grande maioria, logo abaixo da pele, mas podem surgir de forma mais profunda.

Iniciam lentamente sem muitos sintomas, mas podem piorar trazendo sintomas negativos, como fadiga, dores locais e uma constante sensação de pressão ou peso nas pernas.

É um problema bem comum, existindo relatos desde a antiguidade. No Brasil, cerca de 30% da população sofre com as varizes.

Como tratar a síndrome de congestão pélvica

Tipos de varizes

Existem três tipos de varizes:

 

As varizes tronculares,  decorrente da dilatação de veias principais do sistema superficial, representadas pelas veias safenas parvas e magnas. Geralmente é o defeito no funcionamento dessas veias, que faz surgir as varizes mais visíveis que afetam as veias tributárias. 

As veias tributárias, que são ramos das veias tronculares, que quando doentes, transferem a sobrecarga venosa para esses ramos, que acabam por se dilatarem, e por serem muito próximas da pele, acabam saltando e se tornando veias grossas visíveis. 

Já as veias reticulares e aranhas venosas, são aquelas veias mais finas, facilmente visíveis na pele, de coloração forte vermelha ou escura, que acometem quase todas as mulheres. Não necessariamente precisam de doença venosa em outros segmentos para a aparecer e em estágios iniciais não trazem mais problemas do que o incômodo visual.