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Como saber se tenho tendência a ter trombose

O nosso corpo é uma máquina complexa e muito inteligente que possui um encanamento intrínseco e muito bem articulado, chamado de sistema circulatório. 

Esse sistema circulatório leva sangue e seus nutrientes para os órgãos, tecido em tecido e diante de qualquer ferimento, ele tem a capacidade de coagular o seu sangue para evitar intensa perda sanguínea. 

Porém, da mesma forma que essa capacidade coagulante pode nos salvar, ela também pode se transformar em uma grande dor de cabeça.

Coágulos podem se formar onde não há ferimentos e saber se se tem tendência a ter trombose é uma grande arma de prevenção e cuidado.

Como saber se tenho tendência a ter trombose

Você jogou a pergunta “como saber se tenho tendência a ter trombose” na caixa de pesquisa do google e precisa de respostas. 

Primeiramente, por qual motivo procurou saber essa informação? Você já ouviu falar de algum caso de trombose na família? Ou já ouviu falar sobre a relação que trombose tem com a covid-19? 

Ou talvez você esteja com sobrepeso e mantém uma alimentação rica em substâncias maléficas para seu corpo que auxiliam no acúmulo de gordura, ou ainda possa ter uma doença crônica que transforma a coagulação do seu sangue em momentos inoportunos algo possível. 

Está vendo? Só nesta primeira introdução é possível identificar que a trombose pode vir a ter inúmeras origens. 

Então para você ter a resposta à pergunta “como saber se tenho tendência a ter trombose?”, convidamos a permanecer nesse texto e ir entendendo as correlações entre trombose, seu corpo, o sistema circulatório fatores externos, etc.

Trombose vem do termo do grego trhómbos

A palavra trombose vem do termo grego thrómbos  que significa coágulo, e o sufixo -ose que a determina como doença. 

Esses trombos impedem a passagem do sangue que antes deveria ocorrer livremente.

Nas artérias, é chamada de trombose arterial e ocorre quando a doença bloqueia uma artéria e isso poderia ser considerado um dos acontecimentos mais complicados já que as artérias estão diretamente ligadas a manutenção da vida dos órgãos e tecidos. 

Sua obstrução costuma ter um alto risco ao indivíduo, podendo causar, até mesmo, a necrose, que é a morte tecidual, já que esses eles deixam de ser irrigados.

A mais comum, porém, é a trombose venosa, e ela ocorre na parte do sistema sanguíneo responsável por “trazer de volta” o sangue.

As tromboses mais comuns da parte venosa, são nas veias superficiais dos membros superiores, acontecem por exemplo quando tomamos algum medicamento na veia e ela inflama.

As de maior importância, geralmente acometem as veias profundas dos membros inferiores, mas podem aparecer em lugares mais perigosos como o cérebro e intestino. 

Leia também: O que é trombose? Fatores que predispõem a trombose

Trombofilia: uma predisposição adquirida ou hereditária a ter trombose devido a viscosidade do sangue.

Essa alteração no sangue torna o surgimento de trombos mais comuns de acontecer.

Quando adquirida, suas causas estão conectadas por exemplo ao uso de anticoncepcionais, câncer e terapias de reposição hormonal.

Obesidade: a obesidade é um fator de risco para o surgimento de trombose, pois altera a composição química do sangue o tornando mais suscetível a inflamações. 

Imobilização: a trombose pode surgir após um período muito longo sem movimentação do corpo, viagens muito longas ou períodos superiores a 3 dias de cama sem qualquer estímulo muscular. 

Leia também: Saiba quais os tipos de trombose que existem

 

Sinais e sintomas de trombose

A trombose na maioria das vezes não emite sinais e sintomas prévios ao seu aparecimento, mas notá-los nos estágios iniciais da trombose, acelera o diagnóstico, o tratamento e diminui a chance de complicações mais graves. 

  • Inchaço e rubor arroxeado em uma das pernas;
  • Sensação de endurecimento e peso nas pernas;
  • Palidez;
  • Dormência;
  • Aparecimento súbito de veias superficiais;
  • Dor ao caminhar;
  • Rigidez muscular.

O tratamento para a trombose geralmente envolve a administração de drogas anticoagulantes ou trombolíticos (que destroem o coágulo).

Muitos pacientes nem desconfiam que podem ter trombofilia, que é uma maior suscetibilidade a ter trombose, e é durante o tratamento da trombose que se descobre a tendência a ter a doença, na maioria dos casos.

Por isso que, exames regulares e o acompanhamento de um médico vascular são considerados tão essenciais para pessoas que procuram saber se possuem tendência a ter trombose.

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Resistência à insulina e obesidade

Você já ouviu falar sobre resistência à insulina? Se sim, sabe muito bem que ela antecede o diabetes e está relacionada à obesidade, hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares.

Como? Vou explicar. 

O nosso corpo gasta e armazena energia o tempo todo. É isso que nos mantém vivos. 

Se nutrirmos o nosso organismo com a quantidade certa de nutrientes, dificilmente teremos problemas, mas se nossa dieta é desequilibrada, ocorre o acúmulo de gordura e esse acúmulo é o que provoca a obesidade, precedente de diversas doenças, entre elas o diabetes.

E qual é um dos primeiros sinais de diabetes? A resistência à insulina.

O que é resistência à insulina?

Com o consumo exagerado de alimentos e açúcares, o nosso pâncreas começa a trabalhar com sobrecarga, produzindo mais insulina do que é capaz. 

Com o tempo, a “conta chega” e infelizmente, a produção se torna defeituosa e mais açúcar do que é necessário vai para nossa corrente sanguínea, que é o que chamamos de hiperglicemia. 

Esse açúcar que não é eliminado acaba se acumulando em forma de gordura ou afetando outros órgãos e dificultando diversos processos, como por exemplo, o emagrecimento. 

Resistência à insulina dificulta o emagrecimento?

A resposta é sim. 

Quem tem essa resistência acaba tendo um maior acúmulo de gordura e possui dificuldade para emagrecer, já que o corpo não consegue eliminar muito bem esse excesso. 

Resistência à insulina é um prelúdio ao diabetes, mas pode até mesmo ser curada se diagnosticada a tempo e tratada da forma adequada.

Sinais e sintomas de resistência à insulina

A resistência à insulina é mais comum em pessoas que estão acima do peso e seus sintomas se apresentam na dificuldade em emagrecer e na presença de pigmentos escurecidos ao redor do pescoço.

Obesidade

A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura corporal e claro, sua causa principal é a alimentação desequilibrada. 

Veja que eu disse alimentação desequilibrada e não qualquer outro termo. Pois, é possível sim que alguém venha a engordar por comer muito, mas principalmente por comer de forma desregulada e com poucos nutrientes, o que faz com o que o corpo trabalhe em caráter de sobrevivência, guardando energia. 

Não adianta nada comer pouco e comer errado, é preciso comer bem, nas horas certas e com plena variedade de alimentos saudáveis e naturais para evitar a obesidade.

Além disso, a obesidade é evitada com uma rotina de exercícios. Pois é preciso haver um equilíbrio entre calorias ingeridas e calorias gastas. Se nosso corpo não está em movimento, ele gasta o necessário para manter o corpo funcionando.

Outros fatores que contribuem para a obesidade, são:

  • Fatores genéticos;
  • Metabolismo lento;
  • Alterações hormonais;
  • Estresse;
  • Compulsão alimentar.

O diabetes também é a raiz de inúmeros problemas, como a pressão alta e o acidente vascular cerebral.

Diabetes

Diabetes é uma doença crônica e significa a elevação dos níveis de açúcar no sangue de forma constante, pois o pâncreas não consegue mais regular e produzir os níveis de insulina.

Essa elevação dos níveis de açúcar existente na nossa corrente sanguínea ocorre quando o pâncreas, órgão responsável por quebrar e enviar a substância para o corpo, não consegue regular e produzir a quantidade necessária de insulina, hormônio que controla esses níveis de açúcar. 

Como prevenir

 

Para prevenir as doenças acima é necessário uma série de pequenas atitudes que fazem toda a diferença, é que muitas vezes são negligenciadas na correria do dia a dia. Sabe aquela coisa de “deixar para amanhã”? Pois é, isso não pode acontecer mais.

  • Exercícios físicos regulares; 

Não precisa ser nenhum atleta, mas só de caminhar e mover o corpo, você já estará gastando energia.

  • Alimentação equilibrada;

Comer bem não significa comer em excesso e nem se privar dos pequenos prazeres, mas é preciso disciplina. No dia a dia, prefira alimentos naturais e feitos em casa. Evite óleos e gorduras processadas, prefira suco a refrigerante, etc.

  • Beba água.

Água ajuda a não sobrecarregar os seus órgãos e a eliminar toxinas e substâncias que seu corpo não precisa mais. Ou seja, é um verdadeiro aliado na sua saúde. Beba 2 litros de água por dia e mantenha-se sempre hidratado. 

Obesidade e resistência à insulina estão intimamente conectadas, uma sendo a causa de uma e complicação da outra. Por isso, é preciso estar atento aos sinais e procurar orientação médica sempre que possível. 

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Varizes pélvicas

As varizes pélvicas afetam a região ao redor do útero, trompas e pelve nas mulheres.

Elas não oferecem grande perigo a princípio, mas podem fazer surgir malformações venosas pélvicas que aumentam a chance de coágulos, varizes em membros inferiores, sangramento uterino e infertilidade. 

Sintomas das varizes pélvicas

Muito confundidas com doenças intestinais, urinárias ou endometriose, as varizes pélvicas costumam causar dores durante relações sexuais e dor na região do abdômen e ventre após exercícios físicos e em casos mais avançados até em repouso. 

Também pode haver a sensação de peso na região íntima e incontinência urinária. 

Estas varizes costumam ser internas e invisíveis ao olho nu, mas em alguns casos podem induzir formação de varizes nas coxas, virilha e vagina. 

Causas e fatores de risco

As varizes pélvicas costumam surgir pelos seguintes fatores:

  • Gravidez;
  • Envelhecimento;
  • Predisposição genética;
  • Síndrome de quebra-nozes.

Durante a gravidez, as veias se dilatam para aumentar o fluxo e comportar o surgimento e entrega de nutrientes para o bebê e é nisso que elas podem acabar enfraquecendo, além de aumentarem junto com o aumento do útero na gestação.  

No caso da síndrome de quebra-nozes, as varizes surgem pela compressão da veia renal esquerda entre as artérias mesentérica superior e aorta. 

Como o sangue demora a retornar, ele acaba acumulando, provocando varizes.

Atenção! Como as veias da região pélvica se comunicam com as das pernas, é muito comum elas serem a causa do surgimento das varizes, principalmente na região posterior das coxas.

Existe prevenção?

A prevenção das varizes pélvicas é basicamente a mesma das varizes normais. 

Uma vida saudável e com a preocupação de se procurar o médico regularmente evita surpresas e ainda diagnostica precedentemente a doença. 

Por isso evite cigarros, alimentos gordurosos e uma vida sedentária. O exercício físico é essencial para fortalecer a musculatura e a parede das veias. 

Diagnóstico e tratamentos

Os tratamentos para as varizes pélvicas envolvem exames clínicos e laboratoriais para diagnóstico e elaboração do plano de ação. 

O exame diagnóstico inicial geralmente é o ultrassom transvaginal que nota a presença das varizes e então é realizada um exame mais sofisticado com a ressonância para melhor visualização das varizes e sua possível origem. 

Uma vez realizado o diagnóstico, os tratamentos incluem medicamentos para amenizar os sintomas dolorosos e a dilatação das veias e a cirurgia (aberta ou embolização), se necessário, para fechar a passagem do sangue por essas veias danificadas.

A embolização é o procedimento onde são colocadas materiais nas veias dilatadas que interrompem o fluxo de sangue. 

Essa cirurgia é minimamente invasiva e não tem necessidade de cortes, logo, o paciente após o procedimento, consegue ir para casa com as devidas recomendações. 

O que são varizes?

As varizes são dilatações e/ou tortuosidades das veias do corpo. Elas se formam, em sua grande maioria, logo abaixo da pele, mas podem surgir de forma mais profunda.

Iniciam lentamente sem muitos sintomas, mas podem piorar trazendo sintomas negativos, como fadiga, dores locais e uma constante sensação de pressão ou peso nas pernas.

É um problema bem comum, existindo relatos desde a antiguidade. No Brasil, cerca de 30% da população sofre com as varizes.

Como tratar a síndrome de congestão pélvica

Tipos de varizes

Existem três tipos de varizes:

 

As varizes tronculares,  decorrente da dilatação de veias principais do sistema superficial, representadas pelas veias safenas parvas e magnas. Geralmente é o defeito no funcionamento dessas veias, que faz surgir as varizes mais visíveis que afetam as veias tributárias. 

As veias tributárias, que são ramos das veias tronculares, que quando doentes, transferem a sobrecarga venosa para esses ramos, que acabam por se dilatarem, e por serem muito próximas da pele, acabam saltando e se tornando veias grossas visíveis. 

Já as veias reticulares e aranhas venosas, são aquelas veias mais finas, facilmente visíveis na pele, de coloração forte vermelha ou escura, que acometem quase todas as mulheres. Não necessariamente precisam de doença venosa em outros segmentos para a aparecer e em estágios iniciais não trazem mais problemas do que o incômodo visual. 

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Mitos relacionados aos exercícios físicos e o surgimento de varizes

As varizes surgem pelos mais diversos fatores e com certeza, nenhum deles envolve a prática de exercícios físicos para uma vida saudável. 

Porém, muitos conteúdos na internet se espalham como boatos sem fundamento ou por má interpretação e é isso que vamos desmistificar juntos, com essa leitura. Acompanhe:

 Varizes

As varizes são dilatações e/ou tortuosidades das veias mais superficiais do corpo. Elas se formam, em sua grande maioria, debaixo da pele, mas podem surgir de forma mais profunda.

Elas não são um grande problema no início, mas podem trazer sintomas negativos, como fadiga, dores locais e uma constante sensação de “peso” na região afetada. 

No Brasil, cerca de 30% da população sofre com as varizes, e esse número tem se tornado cada vez maior devido aos maus hábitos alimentares e falta de cuidados com o corpo.

Mais comuns nos membros inferiores, as varizes indicam também que há uma fraqueza nos músculos responsáveis por bombear o sangue de volta para o coração, a fim de ser oxigenado e os exercícios físicos são indicados para fortalecer essa musculatura. 

A importância da panturrilha

As panturrilhas são consideradas o coração das pernas, mas ao contrário dele, precisa ser estimulado pelo movimento que fazemos ao caminhar e correr. 

Quando deixamos de fazer isso, as veias precisam fazer força extra para devolver o sangue e por consequência, acabam enfraquecidas e é nesse enfraquecimento que nascem as varizes.

O que os exercícios influenciam?

Os exercícios físicos são indicados, sim, para pessoas com varizes e também para evitá-las. 

O movimento estimula a musculatura e a corrente sanguínea. É um verdadeiro auxílio que se dá para mantermos nossa circulação saudável.

A influência dos exercícios físicos na nossa vida vão além da busca de um físico bonito, tendo a necessidade de se manter mais saudável, diminuindo as chances de hipertensão, diabetes e até mesmo as varizes.

A fraqueza surge com o envelhecimento e fatores genéticos, claro, mas também aparece pela falta de movimentação dos membros inferiores. 

Inércia é receita para doença.

 

Mas afinal, o que pode fazer?

O surgimento de varizes ocasiona o medo de realizar uma atividade física e acabar quebrando as veias tortuosas ou provocar o surgimento de outras, principalmente se tratando de exercícios de forte impacto ou com pesos. 

Caminhadas e corridas são recomendadas, musculação também, e com orientação de um profissional. Natação é indicada, ginástica e a boa e velha bicicleta deve sair da garagem.

Os exercícios fortalecem os músculos e devolvem a elasticidade que estava se perdendo.

Os mitos sobre as varizes

É mito que quem tem varizes não pode se exercitar e é inverdade também que exercícios físicos como corrida e musculação (se acompanhada por um profissional) agravam o quadro de varizes.

O que não pode acontecer é o paciente que tem varizes ou que passou por uma cirurgia recente, por exemplo, de forma indiscriminada, forçar os membros inferiores. 

Nesses casos, realmente pode ocorrer a maior dilatação das veias já defeituosas. 

Como prevenir?

A prevenção das varizes se dá pela manutenção de uma boa saúde. E como isso acontece? Juntando boa alimentação com exercícios físicos. 

Dica: Para quem trabalha muito tempo em uma mesma posição, o recomendável é, sempre que possível, retirar os sapatos e massagear a região das pernas, panturrilha e tornozelo, além de realizar exercícios que estimulem a circulação, como por exemplo: caminhar, se elevar nas pontas dos pés, movimentos circulares dos pés, etc.

É importante também ficar de olho nos fatores de risco que provocam o surgimento das varizes, sendo eles:

– Herança genética;

– Obesidade;

– Idade;

– Alterações hormonais;

– Sedentarismo.

 Tratamentos

Existem inúmeras formas de se tratar as varizes. O que vai determinar qual o melhor tratamento, é a região afetada pela lesão e a avaliação do médico vascular.

Os tratamentos de varizes mais conhecidos são: o clínico, o cirúrgico e a escleroterapia.

Dentro dos tratamentos clínicos, estão incluídas as meias de compressão e algumas medicações que diminuem os sintomas como dores e queimação. 

Já dentro dos tratamentos cirúrgicos se encontram as cirurgias a laser, microcirurgia e a extração da veia safena. 

A escleroterapia, porém, é o tratamento de varizes mais conhecido atualmente. Ela consiste na aplicação de substâncias esclerosantes — responsáveis por induzir o fechamento da veia —, ocasionando a inutilização das veias tratadas. Com isso, o sangue procura outro local para poder circular.

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Papel da fístula artério-venosa na hemodiálise?

O rim é o nosso órgão filtrador. O metabolismo, as reações químicas e outras atividades para o funcionamento do corpo humano, produzem uma série de impurezas, altas doses de creatinina, ureia, potássio e fósforo, que são na maior parte delas, eliminadas pelos rins.

Quando o rim não trabalha adequadamente, essas substâncias se acumulam provocando desordens e complicações por todo o corpo, devendo então ser removidas através de outra maneira, uma delas, a mais conhecida, é a hemodiálise. 

Hemodiálise não é uma sentença de morte!

Muita gente tem medo quando descobre o diagnóstico de que os rins já não estão funcionais e é preciso fazer a hemodiálise. 

Consideram isso uma sentença de morte, mas está longe de ser assim.

O tratamento com hemodiálise é apenas uma das opções para filtrar o sangue e devolver a saúde de quem está com insuficiência renal, não fosse por ela, pessoas com esse problema teriam seu tempo de vida abreviado. 

Não é uma cura em si, na verdade, se opta pela hemodiálise para substituir o trabalho dos rins. Seja enquanto espera um transplante renal ou quando os medicamentos receitados pelo médico já não surtem mais efeito. 

Terapia Renal Substitutiva (TRS)

Como dissemos anteriormente, a terapia renal substitutiva possui dois tipos.

A diálise, que é o tratamento com a filtragem do sangue através de uma máquina, conectada ao corpo por uma fístula arteriovenosa ou cateter e o transplante renal, que é o transplante dos rins. 

Hemodiálise e diálise peritoneal

A diálise pode ser feita tanto no hospital, quanto em casa e por causa disso são divididas em duas categorias. 

A hemodiálise é realizada no hospital três vezes por semana e com o apoio da equipe médica, já a diálise peritoneal é feita em casa sob responsabilidade do paciente e de seus responsáveis. 

Deve ser feita diariamente e ao invés da fístula arteriovenosa, é necessária uma cirurgia para implantar um cateter na barriga para que possa ser conectado a bolsas de líquidos que são introduzidos, absorvem as impurezas e então são retirados.

Fístula arteriovenosa

A forma mais comum de ser realizada a hemodiálise, é através de um cateter, uma espécie de tubulação que é introduzida no corpo da pessoa, que serve para retirar o sangue, passar na máquina e o devolver.

Este método, apesar de prático e comum, possui vários riscos, como o de acidente na instalação, infecções, rupturas e trombose. 

Apresenta um forte incômodo, pois a pessoa precisa conviver com uma peça aderida ao seu corpo, que além de atrapalhar na higiene pessoal, pode ser um fator de constrangimento.

Já a fístula arteriovenosa, resumidamente, é uma veia que já existe no corpo, protegida pela pele, que após passar por uma cirurgia de conexão a um artéria, apresenta alto fluxo de sangue e então pode ser usada para fazer a retirada do sangue e passagem pela máquina de hemodiálise para ser devolvido à corrente sanguínea livre das impurezas.

Mais comumente feita no pulso do paciente, é um processo cirúrgico feito idealmente com antecedência e planejamento, cerca de 2-4 meses antes de começar a hemodiálise. 

Esse tempo é necessário para cicatrizar o acesso e ver a adaptação do corpo. Como a fístula é um acesso que une o sistema venoso ao arterial, há um fluxo muito forte e contínuo de sangue que não pode sofrer traumas. 

Nesses casos, inclusive, o médico indica cuidados específicos de hábitos ao dormir para que a fístula não seja perdida. Pois qualquer infecção ou pressão em cima desse canal, pode provocar uma trombose. 

Indicações e contra-indicações para a fístula arteriovenosa

A fístula arteriovenosa é indicada para casos de insuficiência renal crônica. 

Quando os rins começam a dar sinais de que irão parar de funcionar, a hemodiálise vai se tornar necessária. Por isso que a fístula nunca é realizada em caráter de emergência. Ela é prevista, planejada e executada muito antes, para que se dê tempo de ela cicatrizar e realizar sua função sem demasiados problemas. 

A fístula é contraindicada para pacientes com insuficiência cardíaca grave, alzheimer e outros que possuem insuficiência ou entupimento em vasos centrais.

Quem precisa fazer hemodiálise?

A hemodiálise é indicada sempre que o rim está trabalhando com menos de 15% de sua capacidade, e é aí que um dos tipos de diálise (a peritoneal ou a hemodiálise) são indicadas para o paciente. 

Porém, nem sempre é necessária. Hoje, com os medicamentos e diagnóstico antecipado, é possível ter alguns cuidados para que se realize um tratamento conservador. 

O tratamento conservador visa manter os rins funcionando com sua atual capacidade e se alia também a uma mudança na dieta e hábitos de saúde. 

Como a hemodiálise é feita?

A veia agora modificada após sua união com a artéria, torna-se um canal no corpo do paciente. Este canal é então puncionado por duas agulhas, uma para retirar o sangue que vai passar na máquina de dialise e outra agulha para devolver o sangue “limpo”.

Nesta máquina, existem tubos e capilares sintéticos que fornecem um verdadeiro “banho” ao sangue do paciente, retirando suas impurezas e excessos. 

O processo é bem curioso e demora entre 4-6 horas por sessão. 

É um processo seguro e eficaz que deve vir acompanhado com uma dieta equilibrada.

O que a hemodiálise muda na vida do paciente?

É difícil para quem recebe o diagnóstico, e o primeiro pensamento é o de que não vai mais poder comer o que se gosta, viajar para todo e qualquer lugar, mas não é bem assim.

Como dito no início deste texto, os tipos de diálise vieram para ajudar o paciente, e com um bom acompanhamento, é possível viver com qualidade e ainda aproveitar a vida. 

É possível viajar, é imprescindível os exercícios (com certas ressalvas) e uma boa alimentação. 

O amor dos entes queridos, então, nunca terá contraindicação. 

Confie no seu médico, realize exames anualmente. Viva bem e viva com saúde!

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Quem tem varizes pode fazer agachamento?

Já falei aqui sobre atividade física e os mitos que envolvem o que pode e o que não pode fazer com os exercícios, mas ainda recebo perguntas como: quem tem varizes pode fazer agachamento?

A resposta é sim!

Podia terminar o texto aqui, mas tem algumas coisinhas que quero deixar bem claro para que esta e outras dúvidas sejam corretamente sanadas. 

Varizes

As varizes são veias dilatadas e tortuosas. E por que elas estão assim? Porque estão fracas e perderam sua elasticidade. Os músculos que as estimulam também estão fracos e tudo aquilo que trabalha em dobro de sua carga, uma hora ou outra acaba perdendo força. 

O sangue, literalmente, batalha contra a gravidade e precisa voltar para o coração a fim de ser oxigenado e é nesse processo falho, com veias fracas e debilitadas que as varizes surgem, com o acúmulo de sangue ali. 

A importância do exercício físico

E é aí que entra a importância do exercício físico para estimular uma boa circulação e a força muscular.

Músculos fortes e em movimento estimulam e sustentam as paredes das veias. 

Além disso, ajudam o coração e o funcionamento do corpo como um todo. Não existem malefícios em se movimentar. 

Agachamentos fortalecem as panturrilhas e esse músculo é muito importante para o retorno venoso. Sabe por quê?

Ele é nosso segundo coração, mas ao contrário do que está em nosso peito, ele é manual e impulsiona o sangue através do movimento.

O retorno venoso, nada mais é que o sangue voltando para o coração, a fim de ser oxigenado e bombeado novamente para voltar a nutrir nosso corpo. Os músculos da “batata da perna” comprimem as veias e impulsionam o sangue contra a gravidade para que ele possa retornar. 

E não é somente as panturrilhas que exercem essa função, dentro de cada veia há válvulas que se abrem e fecham, impedindo que o sangue volte com a força da gravidade, ou seja, nosso corpo possui todo um mecanismo para a correta circulação do nosso sangue e que ainda luta contra a força da natureza para que nosso corpo continue em pleno funcionamento.

Quanto mais nos movimentarmos, mais estaremos auxiliando nosso corpo, já que a fraqueza nas pernas provoca problemas cardiovasculares, varizestromboses e inúmeras outras complicadas e difíceis doenças. 

Quem tem varizes pode fazer agachamento?

Sim, é até recomendado que se faça esse exercício para, assim, fortalecer as veias e evitar que novas varizes surjam.

O que não pode é sobrecarregar o seu corpo com exercícios de alto impacto que provocam uma dilatação maior. 

Por isso, é importante falar com o médico e com o profissional personal trainer para estabelecer os corretos exercícios para não deixar de ir à academia e ficar em forma, se esse é seu desejo.

Por isso, quem tem varizes pode fazer agachamento sim. 

E quais outros exercícios também estão liberados?

  • Caminhada;
  • Natação;
  • Corrida;
  • Ciclismo;
  • Ginástica;
  • Dança;
  • Musculação.

Se for pegar pesos, tenha sempre um profissional lhe acompanhando e nunca vá além daquilo que lhe for recomendado. 

O seu médico vai saber indicar exatamente o que pode e o que não pode para que nenhuma de suas atividades diárias sejam comprometidas.

Ainda não tem varizes e acha que fazer agachamento provoca a doença? Está enganado. 

Quem ainda não tem varizes pode adquirir a doença pelo envelhecimento e enfraquecimento das veias, claro, mas o exercício físico por si só não provoca a doença. É um mito e uma grande mentira. 

Mova-se, mantenha-se ativo e veja que quanto mais você se exercitar com responsabilidade, menores são as chances de adquirir doenças, como:

  • Varizes;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Insuficiência venosa;
  • Insuficiência renal.

Entre tantas outras.

Uma vida com alimentação e exercícios físicos é a receita pra saúde. 

Tenho varizes, o que devo fazer?

Primeiramente, procurar o médico vascular para investigar as causas, estabelecer um tratamento e diminuir os sinais e sintomas. 

Hoje, há tratamentos de varizes até com laser, então não é preciso ter medo da mesa cirúrgica. 

Quanto mais postergamos um diagnóstico, mais complicado pode ser o tratamento. 

Por isso, ao menor sinal de dor, desconforto, queimação e varizes. Procure o médico.

Quais são os tratamentos para varizes?

Os tratamentos de varizes mais conhecidos são: o clínico, o cirúrgico e a escleroterapia. 

Os tratamentos clínicos envolvem medicamentos para alívio de sintomas e meias de compressão para auxiliar no retorno venoso.

Os tratamentos cirúrgicos envolvem um conjunto de técnicas para retirar as veias defeituosas e criar novos caminhos para o sangue circular.

Já a escleroterapia é um procedimento minimamente invasivo que aplica uma substância esclerosante que inutiliza a veia.

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Entenda o que é a revascularização

Imagine que nosso sistema circulatório é um rio. Se algo interrompe o fluxo, os nutrientes param de chegar e a terra morre, não é mesmo? Da mesma forma funciona nosso corpo, por isso a revascularização é necessária para devolver o fluxo das artérias obstruídas.

Diferentemente da ação humana, desastres naturais, pedras ou árvores que podem obstruir o fluxo de um rio, as nossas artérias geralmente acumulam gordura, trombos sanguíneos ou são enfraquecidas com o passar dos anos por hábitos inadequados e outras doenças relacionadas. 

A revascularização, portanto, vem como um conjunto de técnicas que objetiva devolver a circulação e evitar a amputação do membro.

Quando a revascularização é necessária?

No dicionário, o termo revascularização significa restabelecer ou aumentar o fluxo sanguíneo de determinada região. 

Logo, ela é indicada quando algum membro ou órgão do nosso corpo não está recebendo o sangue da forma que deveria. 

E qualquer parte do nosso corpo pode precisar disso em algum momento. 

A doença que mais ocasiona estreitamento e obstrução do fluxo sanguíneo nas artérias é a  doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) causada pela aterosclerose

Doença arterial obstrutiva periférica (DAOP)

Como mencionado, a principal causa desta doença é a aterosclerose, que é a formação excessiva de placas de gordura, cálcio, entre outras substâncias nas paredes das artérias. 

Começa na infância de forma natural, mas com seu acúmulo exagerado pode vir a causar a obstrução da passagem sanguínea.

Artérias inflamadas e placas de colesterol também podem causar endurecimento dos tecidos arteriais que passam pelo coração, cérebro, membros e demais órgãos. 

Em se tratando de membros inferiores, um dos sintomas mais comuns é a claudicação, que é a dor ao caminhar, provocada pela falta de irrigação, chegada de sangue, nos músculos da perna, que ao caminhar, exigem um aporte sanguíneo maior, e não havendo essa chegada devido a doença, o músculo passa a apresentar dor. 

Esse tipo de sintoma é chamado de claudicação intermitente. 

Porém, quando a obstrução ocorre de forma súbita e o sangue não encontra uma forma de chegar ao tecido, ele infarta. Literalmente.

Tipos de revascularização

A revascularização pode ser feita através de cirurgia aberta ou de angioplastia por cateterismo, dependendo do lugar onde ela se encontra e a sua gravidade.

A revascularização por ponte de safena, também chamada de cirurgia aberta, é feita para fazer um novo caminho, conectando os caminhos onde o sangue foi obstruído. Esse tipo de cirurgia pode também ser feito com próteses sintéticas. 

Já a angioplastia, o tratamento do local acometido é realizado através de uma expansão por balão e/ou instalação de uma malha metálica (stent) que “empurra” o material da obstrução para fora do centro do vaso sanguíneo, fazendo o fluxo ser restabelecido pelo seu caminho natural.

 Sintomas

As doenças que geram a obstrução das artérias geralmente não possuem sintomas tão aparentes. 

Mas, nos casos que afetam os membros inferiores, mudanças na temperatura, dores ao caminhar e pele dos pés com aspecto azulado são sinais de que a doença está piorando e é preciso intervir. 

Causas

Já é de conhecimento geral que uma vida saudável evita doenças e nesse caso não seria diferente.

As doenças que afetam a circulação sanguínea são provocadas por uma dieta rica em gorduras, ultraprocessados, frituras, doces e poucas verduras e grãos. 

Hábitos assim aliados a poucos exercícios físicos e baixo consumo de água são propícios para aumentar os riscos do aumento do colesterol e acúmulo de gordura nessas regiões. Isso sem contarmos a predisposição genética. 

Alguns dos outros fatores de risco para desenvolvimento dessas doenças, são:

  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Tabagismo;
  • Sedentarismo;
  • Insuficiência Renal;
  • Altos níveis de lipídios no sangue;
  • Hiperviscosidade sanguínea;
  • Entre outros.

 Complicações

Assim como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos que podem se agravar de acordo com o tempo que o paciente demora para buscar auxílio médico. 

No caso dos membros inferiores, as dores aumentam gradativamente e é possível que o paciente consiga reconhecer se algo de errado está acontecendo. 

Quanto mais cedo se busca o médico, mais fácil é o procedimento e menores são as chances de amputação. 

Cuide da sua saúde!

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Doenças circulatórias

As doenças circulatórias são um grupo de doenças que afetam nosso sistema vascular. 

O sistema vascular é uma rede intrínseca de vasos sanguíneos, veias e artérias que constantemente leva e traz sangue, nutrientes e outros componentes por todos os órgãos do nosso corpo. 

Antes de mais nada, é preciso alertar para o preocupante fato de que a maioria das causas de morte por acidente vascular cerebral e infarto, poderiam ter sido evitadas com mudança de hábitos e visitas ao médico. 

Só em 2016, segundo a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), estima-se que 17,9 milhões de pessoas morreram por doenças cardiovasculares. Só isso significa mais de 31% de todas as mortes do período no mundo. 

Para esta leitura, separei algumas das doenças mais comuns que afetam o sistema circulatório e vou repassar uma por uma, citando seus principais sintomas, suas causas e os tratamentos. Além de, é claro, citar as formas mais comuns de prevenção.

Pois sim, é possível prevenir a maioria delas.

Quais são as principais doenças circulatórias?

As principais doenças que afetam a circulação, são: 

  • Trombose;
  • Varizes;
  • Aterosclerose;
  • Pressão alta;
  • Insuficiência cardíaca.

Trombose

Nosso sangue encontra-se na maior parte do tempo no estado líquido, para que possa fluir através do nosso corpo. Porém ele possui a capacidade de coagular, saindo do estado líquido para o sólido, de aspecto gelatinoso, conhecido como coágulo. Esta capacidade é imprescindível para a vida, pois caso não existisse, pequenos cortes poderiam levar a uma perda importante de sangue, como ocorre em doenças como a hemofilia. 

No entanto, essa coagulação pode ocorrer de maneira exagerada, dentro do vaso sanguíneo, interrompendo o fluxo, e esses casos recebem o nome de trombose; que pode ocorrer tanto nas artérias quanto nas veias. 

Tipos de trombose:

A trombose arterial ocorre quando a doença bloqueia uma artéria, por isso mesmo recebe esse nome. 

As artérias são responsáveis por levar o sangue com oxigênio e nutrientes para as células, portanto essa modalidade da trombose costuma ter um alto risco à saúde do indivíduo, afetando de forma intensa a distribuição do sangue pelo corpo, e pode causar, até mesmo, a necrose, que é a morte tecidual, já que esses tecidos deixam de ser irrigados.

Já a trombose venosa afeta a parte da circulação responsável pelo retorno do sangue, que são as veias. 

As tromboses mais comuns da parte venosa, são nas veias superficiais dos membros superiores. Acontecem, por exemplo, quando tomamos algum medicamento na veia e ela inflama. 

As de maior importância, geralmente, acometem as veias profundas dos membros inferiores, mas podem aparecer em lugares mais perigosos como o cérebro e intestino.  

O tratamento geralmente envolve a administração de drogas anticoagulantes ou trombolíticos (que destroem o coágulo). 

Para prevenir a trombose, o máximo que puder, são necessários mudanças de hábitos e alimentação. 

Além disso, peso controlado e pressão arterial frequentemente checada pode ajudar a diminuir os riscos do surgimento dessa doença.

Varizes

As varizes, ou veias varicosas, são aquelas veias destacadas, dilatadas e tortuosas que aparecem nas pernas e pés.

Isso ocorre porque, devido a inúmeros fatores, as veias podem acabar se danificando, não conseguindo mais “lutar contra a gravidade” e fazer o retorno venoso. Daí o sangue acaba se acumulando e formando as varizes.

Seus sintomas mais comuns são queimação nas pernas ao andar, desconforto geral nas pernas, sensação de peso e cansaço, inchaço e cãimbras.

O tratamento contra as varizes consistem em técnicas cirúrgicas (laser, radiofrequência, retirada mecânica das veias, etc) que visam eliminar as existentes.

É possível prevenir as varizes? De certa forma, sim. A maioria das varizes ocorre por fatores genéticos que fragilizam o tônus das veias. Hábitos saudáveis, medicações, controle do peso e uso de terapias elásticas, auxiliam no retorno venoso, diminuindo o trabalho das veias e consequentemente prevenindo o surgimento de novas varizes. 

Aterosclerose

A aterosclerose é também uma das doenças circulatórias, classificada como a formação excessiva de placas de gordura, cálcio, entre outras substâncias, nas artérias.

Essas placas de gordura dificultam a passagem do sangue e por consequência podem levar ao derrame, infarto ou a necrose de membros.

Geralmente apresenta sinais e sintomas quando a doença já está avançada, por isso é importante a prevenção. 

O tratamento consiste em remédios ou procedimentos cirúrgicos (angioplastia por balão ou colocação de stent, e as cirurgias de revascularização) em casos mais graves.

A prevenção consiste em um estilo de vida saudável: pouca bebida alcoólica, não fumar, controle do colesterol, realizar atividade física de forma regular, consumir grãos integrais e proteínas de boa qualidade, ter uma boa noite de sono e evitar o estresse.

Pressão alta

A pressão alta, ou hipertensão arterial, é a força exagerada da pressão do sangue na parede das artérias. 

Seus sintomas costumam ser nulos até o aumento de sua gravidade, por isso é importante ter hábitos alimentares e estilo de vida saudáveis. 

Os tratamentos consistem em medicamentos e controle de diversos fatores. Medir a pressão e realizar visitas ao médico de forma regular é capaz de diagnosticar a hipertensão com antecedência. 

Insuficiência cardíaca

 

O nosso coração bombeia sangue o tempo todo, sem pausa desde dentro do útero. E quando ele está rígido, obstruído ou muito fraco, ocorre a insuficiência cardíaca.

Pode surgir em qualquer idade, com sintomas como dificuldade para respirar, que se agrava com o passar do tempo. 

Ela pode ser descoberta quando o médico realiza uma bateria de exames, entre eles a investigação da causa de acúmulo de líquido nas pernas, abdômen e pulmões. 

O tratamento consiste em medicamentos, mudanças no estilo de vida e até mesmo cirurgias.

 

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Como o açúcar é transportado no sangue e o que ele tem a ver com o diabetes

Um veículo precisa de gasolina, nossa casa precisa de energia elétrica e o nosso corpo precisa de glicose para funcionar.

Mas esse combustível que dá energia, também chamado de açúcar, em doses exageradas, acaba provocando o diabetes.

O diabetes é a elevação dos níveis de açúcar existentes na nossa corrente sanguínea e essa elevação ocorre quando o pâncreas, órgão responsável por quebrar e enviar a substância para o corpo, não consegue regular e produzir a quantidade necessária de insulina, hormônio que controla esses níveis de açúcar.

Ou seja, para entender bem o surgimento do diabetes, é preciso entender o que é açúcar e a sua importância no nosso organismo.

Como o açúcar é transportado no sangue e o que ele tem a ver com o diabetes

O que é açúcar?

Glicose e açúcar são a mesma coisa e apesar de que sua quantidade varia, ela pode ser encontrada em todo e qualquer alimento.

Doces possuem glicose, salgados possuem glicose, frutas possuem frutose, que também é um componente para esse tipo de substância.

Ou seja, nosso corpo recebe energia o tempo inteiro de diversas fontes de alimentos e todas elas formam a mesma coisa no nosso corpo.

Carboidratos, lactose, sacarose, etc. Todas essas substâncias se transformam em energia para o ser humano.

A importância do pâncreas

Assim que essa substância passa pelo nosso sistema digestivo, ela é absorvida e lançada na corrente sanguínea.

O pâncreas é responsável pela produção de insulina, que é um hormônio responsável pela absorção e depósito de glicose no corpo.

Uma vez no nosso sangue, o açúcar nos dá energia e ainda estimula a produção da serotonina, que é o nosso hormônio responsável por regular o humor.

O que acontece com o corpo quando os níveis de açúcar estão elevados?

A princípio, o nosso pâncreas consegue lidar bem com o excesso de glicose. Ele começa a trabalhar em dobro para produzir insulina e regular o quanto dessa substância deve permanecer circulando no sangue ou absorvida pelas células ou acumulada em alguns tecidos.

Porém, devido a vários fatores, mas principalmente a herança genética, o pâncreas não é capaz de produzir insulina suficiente para realizar o adequado controle do açúcar, permitindo que ele se acumule, levando a altos níveis no sangue.

E é aí que entra o diabetes.

O que é diabetes?

Diabetes é uma doença crônica e significa a elevação dos níveis de açúcar no sangue de forma constante, pois o pâncreas não consegue mais regular e produzir os níveis de insulina.

Classificada em tipos, essa doença provoca a destruição das células beta pancreáticas (Tipo I), a resistência à insulina (Tipo II) e, em casos mais raros, pancreatite, tumores e hipertireoidismo.

No tipo I, há a completa ausência da produção de insulina, pois o próprio sistema imunológico (nosso sistema de defesa), acaba atacando as células e as destruindo. Os sintomas variam entre fome e sede excessiva, emagrecimento e desidratação. Se não for cuidado, pode evoluir para desidratação severa e até mesmo o coma.

No tipo II, a produção de insulina fica comprometida e o corpo encontra resistência à substância e, ao contrário da outra, há aumento de peso e obesidade. Seus sintomas incômodos demoram mais para aparecer e, embora possam levar à desidratação e coma, os pacientes, por vezes, não descobrem a tempo de iniciar um tratamento com antecedência.

Diabetes gestacional

O diabetes gestacional, como o próprio nome já diz, ocorre durante a gravidez.

É caracterizada pela sobrecarga de glicose durante a gestação e pode ir embora assim que ocorre o nascimento da criança.

Para isso, a gestante deve ser acompanhada pelo médico desde o pré-natal para acompanhar seus níveis de glicose, predisposição genética, e evitar problemas para ela e para o bebê

Quais os níveis ideais de açúcar no sangue?

Os níveis de açúcar variam durante o dia, então, dependendo da hora em que eles foram medidos, valores de referência diferentes devem ser observados.

Em jejum: 70 a 99 mg/dL 

Aleatório ou após sobrecarga: até 140mg/dL. 

Esses resultados podem ser obtidos no consultório ou no medidor de glicose.

Se os níveis em jejum ficam acima de 100 e os após alimentação ou sobrecarga ultrapassam os 140 mg/dL, o paciente é diagnosticado com diabetes.

Lembrando que, se qualquer um desses valores indicativos de diabetes for medido em um dia, ele deve ser confirmado em outro para, assim, o diagnóstico ser confirmado.

Convivendo com o diagnóstico

Controlar a glicemia é o principal objetivo de toda pessoa que convive com o diabetes, uma vez que a doença não tem cura.

Dependendo do tipo de diabetes, as doses de insulina são diferentes e outros medicamentos podem ser receitados. Mas uma coisa é inevitável, o cuidado com a pressão arterial, alimentos e exercícios físicos.

Além de intensificação nos monitoramentos da saúde dos olhos, rins, coração, pulmão e coração.

Porém, é possível, sim, ter uma vida de qualidade e plena.

Prevenir é melhor do que remediar

Para prevenir o diabetes é fácil. Cuide da sua alimentação e evite o açúcar refinado, pois ele é pobre em nutrientes e apenas sobrecarrega o pâncreas.

Beba água e realize exercícios físicos.

Evite a obesidade e visite o médico para exames de rotina.

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Entenda um pouco mais sobre o pé diabético

Todos nós já sabemos o que é o diabetes. Mas, para entender o pé diabético, precisamos recapitular alguns sinais e sintomas dessa doença que afeta cerca de 1 em 11 pessoas no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Diabetes é uma doença de origem crônica que não tem cura. Ela é classificada em vários tipos e significa que a insulina não é corretamente absorvida ou produzida pelo corpo.

As complicações do diabetes são muitas e podem levar a morte. O pé diabético é uma infeção ou machucado no pé e tornozelos que geram feridas que não cicatrizam e ainda podem levar à amputação, se não tratadas ainda no início. 

Sintomas do pé diabético

Quem tem diabetes precisa sempre estar controlando os níveis de glicemia do organismo, pois quando eles desregulam geram complicações. O pé diabético é uma dessas complicações e ele surge quando os níveis de açúcar no sangue não estão normais. 

Os sintomas são: fraqueza nas pernas e pés, mudança na temperatura e sensações, como por exemplo formigamento e queimações. Ainda pode surgir feridas sem dor que quando percebidas, devida a dormência e a falta de sensibilidade no local.

Esses sintomas podem piorar durante a noite. 

Como tratar

Assim que percebidos os sintomas, o primeiro passo é regular os níveis de glicose no sangue e procurar um médico vascular ou algum posto de atendimento básico de saúde. Ali, será realizado o exame clínico e os exames, para identificar a causa da lesão.

Com a abordagem correta do médico é possível evitar em até 50% as chances de amputamento do membro. Limpeza da ferida, estudo da natureza da ferida e o correto manejo na hora de aplicar os medicamentos e orientações para não infecção da ferida, são essenciais. 

Como todo cuidado é pouco, os maiores esforços estão nas formas de prevenir quaisquer possíveis feridas.

5 passos para construir hábitos saudáveis sem frescuras

Como prevenir

O diabetes exige muitos hábitos de controle e cuidado com a saúde. Com o médico vascular, será realizada a análise dos pés e a sensibilidade deles, além de outros fatores que podem favorecer o surgimento de infecções, como por exemplo a pressão arterial. 

Para isso existe o exame vascular, onde o médico avalia o pé e qualquer outra doença arterial. Um pé diabético costuma não crescer pelos e a pele é mais clara e menos sensível aos estímulos. Sendo um dos sinais bem conhecidos a falta da sensibilidade na sola dos pés que podem estar feridas e a pessoa nem perceber.

Essa prevenção também exige um time de profissionais que geralmente acompanham o paciente com diabetes, que desde o nutricionista até o médico vascular indicam alimentos, hábitos e exercícios que ele pode estar fazendo para evitar sérias consequências.

Parte da prevenção do pé diabético está na união de hábitos e posturas saudáveis e atenciosas com o próprio corpo. São eles: sapatos adequados, cortar as unhas com especialistas podólogos qualificados, higiene e cremes que adequados para a pele seca, qualquer mínimo corte deve ser analisado por profissional com aptidão e os exames devem estar todos em dia. 

Fatores de Risco

Alguns dos fatores de risco que propiciam o surgimento do pé diabético, são: insuficiência vascular, diabetes desregulada, predisposição a infecção, obesidade, uso de sapatos inadequados e péssima higiene com os pés. 

O que se entende por uso inadequado de sapatos? Quem tem diabetes precisa sempre calçar sapatos às vezes feitos sob medida e que principalmente sejam confortáveis. O pé de charcot, por exemplo, é uma deformação na articulação e modelo ósseo dos pés que surge em pacientes com hanseníase e diabetes. 

Nesses casos, a atenção deve ser redobrada para evitar complicações futuras. 

Dicas para cuidar dos pés

Agora vamos dar algumas dicas que podem ajudar a evitar o pé diabético. 

Dica 1: Mantenha o peso sempre adequado. Obesidade é um fator de risco e ainda mais com diabetes, pode ser bastante complicado lidar com ele. Ao lado da nutricionista, montar uma alimentação com foco nos alimentos antiinflamatórios. Beber bastante água e exercícios físicos que não forcem as articulações. 

Dica 2: Sempre se mover. Já que falamos sobre exercícios, deixar os pés sempre parados é um grande inimigo. A circulação e oxigenação dessa região deve estar sempre em dia. 

Dica 3: Exames regulares. Sim! Procurar o médico e realizar exames de toque e laboratoriais é um aliado importante na manutenção da saúde dos pés. 

Dica 4: Sapatos feitos sob medida. Que devemos usar sapatos confortáveis, todos nós sabemos. É um detalhe importante até mesmo para quem não tem diabetes. No caso dos diabéticos, um sapato que não aperta e que protege é algo que se deve ter sempre para trabalhar, para ficar em casa, etc.

Dica 5: Higiene. Boa higiene nos pés sempre! Isso evita micoses, fungos e que sujeiras possam entrar em pequenas feridas que a princípio sejam imperceptíveis. 

Dica 6: Falando em higiene, cuidado com a temperatura da água! Água muito quente pode queimar a pele e provocar úlceras e as frias demais atrapalham a circulação. 

Dica 7: Evite deixar os pés de molho. Nós sabemos que é bem relaxante deixar os pés descansarem na água morninha, mas para quem tem diabetes é um perigo. Podem surgir fungos e se não for bem secado então, a pele fica bem mais frágil e suscetível a problemas.

O pé diabético é uma complicação que pode ser evitada com uma boa rotina de vida e hábitos saudáveis. Na dúvida ainda? Procure um médico vascular. Com certeza ele poderá responder todas as suas perguntas. 

E aqui vai uma pergunta: Como anda a sua saúde? Tem diabetes e está cuidando direitinho e seguindo as recomendações médicas? Nós sabemos que muitas dúvidas surgem e por isso criamos este tipo de conteúdo para ajudar e orientar as pessoas antes de ir ao consultório.

Porém, lembre-se: nenhuma pesquisa na internet substitui a consulta com o médico especialista e se você estiver precisando, basta clicar no botão do WhatsApp aqui no cantinho da tela. 

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